Mais um post do blog KMEdge que merece comentários. O post, de Steve Denning, se chama “Is KM Dying?“.
Denning menciona a resposta de um palestrante à pergunta acima em um evento em Londres, segundo a qual há empresas que fazem GC para sustentar as estratégias atuais e empresas que o fazem para sustentar as estratégias que serão necessárias à sobrevivência da empresa no mercado do futuro.
Essa idéia não é nova. A competição pelos mercados do futuro já foi abordada muito objetivamente em 1994 por Gary Hammel e C.K.Prahalad no livro “Competindo pelo Futuro“, segundo o qual tal competição começa desde já com a previsão do cenário futuro (5, 10 anos à frente) e o investimento imediato no desenvolvimento das competências corporativas (e não apenas competências pessoais) que serão necessárias. A ação se inicia já pois exige tempo e o vencimento de certas etapas que não podem ser antecipadas.
O artigo não responde claramente à questão “a GC está morrendo?”. Mais à frente, o autor diz: “Não deveria ser surpresa que a GC está morrendo.” (…) “Os negócios estão morrendo”.
O melhor ponto do artigo é a provocação final de Denning: quem está se preocupando com o que a gestão do conhecimento será no futuro, para que desenvolvamos as competências necessárias à GC do futuro desde já?
Qual é o “roadmap” da GC? Como dizem Hammel e Prahalad, quem vislumbrar o futuro e trabalhar para construí-lo se apropriará dele.
E isso não tem nada a ver com o atual boom de interesse pelo tema inovação. Os atuais mecanismos de produção de inovação podem ser consideradas ferramentas de GC a serviço do mercado do presente ou mesmo do futuro – mas são ferramentas do presente.
O futuro ainda não nos pertence. Sem futuro, não é surpresa temermos pela sobrevivência no presente.