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8/março/2010

Dado x Informação x Conhecimento x Sabedoria, segundo a HBR

Filed under: 1 — Marcelo Yamada @ 12:36 am
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Meus colegas mais próximos já me conhecem bem: discussões que não têm um encaminhamento pragmático – ou seja, que não têm o objetivo de produzir algum instrumento, processo ou afirmação objetivos – tendem a manter a minha atenção por pouco tempo.

Mas isto não significa que eu não tenha interesse em acompanhar o seu desenrolar; apenas significa que provavelmente aguardarei o progresso das discussões até que ultrapassem a fronteira da discussão semântica e alcancem, enfim, o status de discussões sobre práticas.

Uma discussão desse tipo se iniciou com o post de David Weinberger em um dos blogs da Harvard Business Review (HBR), chamado The Problem with the Data-Information-Knowledge-Wisdom Hierarchy.

A discussão em andamento ali é a seguinte: é justo comparar a diferença entre conhecimento e informação com a diferença anterior, entre dado e informação? (“Sabedoria, então, nem se fala“, diz o autor em algum ponto.)

Há bons argumentos no artigo e nos diversos comentários em resposta.

Pessoalmente vou aguardar o progresso das discussões.

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3 Comentários »

  1. A diferença entre Dado e Informação é mais clara e menos subjetiva, ainda que subjetiva. Informação é um conjunto de dados (informação bruta e atômica, digamos) que tem alguma significação para o receptor ou para o retentor dentro de um determinado contexto. Essa questão do contexto é fundamental e vários exemplos podem ser verificados com alguma reflexão. Em um determinado contexto, como por exemplo, empresarial um conjunto de dados podem ter significado e num contexto familiar não (e vice-versa).
    O Problema é muito mais complexo entre Informação x Conhecimento. Aqui a dialética (sem qualquer intenção ideológico-política) tem toda a sua força. Há tanto informação dentro do Cohecimento quanto conhecimento dentro da Informação. Talvez haja uma assimetria, como em toda complexidade, havendo mais informação no Conhecimento do que o contrário.
    Novamente, claro, o contexto é fundamental para discernir Informação de Conhecimento, mas agora não é suficiente. Há, por exemplo, o Nível de Abstração. Para um determinado contexto e objetivo (declarado ou não), o Conhecimento tende a ter um nível de abstração maior, enquanto que a Informação um nível menor. Dessa forma, e aí entra novamente a Dialética, o que é conhecimento pode ser, num outro momento do processo (ah, conhecimento é essencialmente um PROCESSO), informação para níveis mais abstratos do pensamento. Mas ainda não é suficiente (nunca será) – há que se considerar o PADRÃO de pensamento.
    PADRÃO de pensamento é uma espécie de INTERRELACIONAMENTO de informações ou mesmo de conhecimentos adquiridos que possam ser RECONHECIDOS, sempre dentro de um contexto e num nível de abstração desejado ou necessário, e claro, que tenham signficiado. Assim, quando formamos um padrão de pensamento sobre qualquer coisa, assunto, processo passado ou em andamento, etc, estamos adquirindo conhecimento. Quando o usuamos, em novo processo de pensamento para adquirir outro Padrão, os padrões adquiridos utilizados são informações e o novo padrão, conhecimento. Pode ocorrer, e acho que normalmente ocorre, que os padrões reconhecidos (informações qualificadas) necessitem de uma nova contextualização ou refinamento para que se possa atingir um outro padrão de pensamento e, assim, estaremos, neste mesmo processo, também TRANSFORMANDO “velhas” informações em conhecimento.
    Mas, assim, geramos outro problema: não conseguimos diferenciar esses dois conceitos realmente. Bem, esse é o problema da Dialética, mas aí entra a análise tradicional (lógica formal): informação é o que entra para formar um entendimento e conhecimento é o entendimento estruturado (ou mais ou menos estruturado) e interrelacionado com outros entendimentos prévios. Porém, não podemos esquecer que é um PROCESSO dinâmico mais ou menos como foi descrito.
    Porém, tenho certeza de que interagindo com outras opiniões, muito mais aspectos serão adicionados ou esse processo aqui descrito revisto e criticado. Assim é o verdadeiro conhecimento – ESTÁ SEMPRE EM MOVIMENTO.

    Comentário por Eduardo Almeida — 31/março/2010 @ 5:29 pm | Resposta

  2. Ótimas colocações, Eduardo. Acho que você conseguiu sintetizar em poucas palavras uma discussão bastante complexa.

    E independentemente dessa discussão, acredito que a gestão de dados, informação e conhecimento – sem a necessidade de se delimitar claramente a fronteira exata uma vez que é diferente a cada contexto – fazem parte do que chamamos de “gestão do conhecimento”, ou “gestão do conhecimento organizacional”, como propõe o colega Fernando Goldman.

    Algumas discussões sobre a propriedade do termo “gestão do conhecimento” ressurgem de quando em quando – e acho que o breve diálogo de blog-para-blog em http://kmgoldman.blogspot.com/2009/04/lancamento-da-revista-inteligencia.html sintetiza bem o meu posicionamento na discussão.

    Um abraço.

    Marcelo Yamada

    Comentário por Marcelo Yamada — 2/abril/2010 @ 11:26 pm | Resposta


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