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15/agosto/2010

E se considerarmos o conhecimento apenas um produto, meio de produção e/ou matéria-prima?

Filed under: Sem categoria — Marcelo Yamada @ 11:42 pm
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E se...?Este é um post com grande potencial de se tornar impopular.

Alguns amigos poderão me condenar pela “coisificação” do conhecimento.

Mas peço paciência ao amigo leitor – a proposta é séria e com boa intenção.

E se considerarmos o conhecimento apenas um produto, um meio de produção ou uma matéria-prima? (Por favor, não se atenha ao “apenas”. Sei que o conhecimento é um objeto – ok, ou um processo – de desenvolvimento e manifestação muito complexos.)

Sobretudo no caso de empresas que trabalham exclusivamente no fornecimento de serviços, é fácil entender a afirmação de que “o conhecimento é importante para nós pois representa nossa principal matéria-prima, nosso ferramental de trabalho e nosso produto“. E nos demais casos, parece também fácil aceitar o conhecimento minimamente como meio de produção.

Se é assim, porque não gerenciar nesses casos o conhecimento como se fossem tais elementos?

Mas qual seria o benefício dessa abordagem? Bem, tornar a gestão do conhecimento uma processo conhecido, por analogia com práticas já dominadas nessas respectivas áreas de estudo da Administração de Empresas.

Gerenciar conhecimento como produto, portanto, envolveria cuidados como (http://en.wikipedia.org/wiki/Product_management):

Product planning
  • Identifying new product candidates
  • Gathering market requirements
  • Determine business-case and feasibility
  • Scoping and defining new products at high level
  • Evangelizing new products within the company
  • Building product roadmaps, particularly Technology roadmaps
  • Working to a critical path and ensuring all products are produced on schedule
  • Ensuring products are within price margins and up to spec
  • Product Life Cycle considerations
  • Product differentiation
Detailed Product planning
  • Product marketing
  • Product positioning and outbound messaging
  • Promoting the product externally with press, customers, and partners
  • Conduct customer feedback and enabling (pre-production, beta software)
  • Bringing new products to market
  • Monitoring the competition

Gerenciar conhecimento como meio de produção, por sua vez, envolveria entre outros (http://pt.wikipedia.org/wiki/Administra%C3%A7%C3%A3o_da_produ%C3%A7%C3%A3o):

  • Estratégia de produção: as diversas formas de organizar a produção para atender a demanda e ser competitivo
  • Projeto de produtos e serviços: criação e melhora de produtos e serviços
  • Sistemas de produção: arranjo físico e fluxos produtivos
  • Arranjos produtivos: produção artesanal, produção em massa e produção enxuta
  • Ergonomia
  • Estudo de tempos e movimentos
  • Planejamento da produção: planejamento de capacidade, agregado, plano mestre de produção e sequenciamento
  • Planejamento e controle de projetos

E gerenciar conhecimento como matéria-prima envolveria (http://pt.wikipedia.org/wiki/Log%C3%ADstica):

Principais:

  • Transportes
  • Manutenção de Estoques
  • Processamento de Pedidos

Secundárias:

  • Armazenagem
  • Manuseio de materiais
  • Embalagem
  • Obtenção / Compras
  • Programação de produtos
  • Sistema de informação

E qual então seria o motivo para a existência de tantas iniciativas e propostas sofisticadas relacionadas à gestão do conhecimento, como o storytelling, as bases de conhecimento, o coaching, o job rotation e tantas outras? Esses seriam os meios efetivos de se implementar os processos exigidos pela gestão de produto, pela administração da produção e pela administração de materiais – que nos dizem o que deve ser feito, mas não como.

Que tal? Heresia? Simplismo? Reducionismo?

Ou pragmatismo?

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3 Comentários »

  1. Originalmente estas disciplinas se aplicam a objetos inanimados. Limitar-se ao escopo original da disciplina quando o fator humano está em jogo no objeto do produto (porque me parece que conhecimento só faz sentido enquanto apropriado pelas pessoas) é que torna tudo mais complexo.

    Comentário por Raquel — 16/agosto/2010 @ 9:45 am | Resposta

  2. Olá Marcelo!
    Concordo com a Raquel, a premissa do post limita a uma parte (e não necessariamente à melhor parte) do que pode ser feito. Uma visão fracionada (e não fractal) do que seria a administração (e não gestão) do conhecimento.
    Meu voto -com ressalvas- vai para pragmatismo.

    Comentário por Lionel C. Bethancourt — 16/agosto/2010 @ 3:34 pm | Resposta

  3. Excelente Post, Marcelo.
    Sei que não sou um estudioso de GC, porém a sua chamada simplificação pode sim oferecer abertura para alguns meios mais pragmaticos iniciarem utilizações de conceitos de GC.
    Quem sabe assim ampliar a população que contribui para o desenvolvimento do assunto?
    Se tivesse que “etiquetar”, diria oportunismo (sem nenhum valor pejorativo).

    Comentário por Rafael — 20/agosto/2010 @ 9:08 am | Resposta


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