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10/fevereiro/2009

Minha caixa de ferramentas para GC: CWA 14924, Goldman, KMMM e GC pessoal

Arquivado em: 1 — Marcelo Yamada @ 11:07 pm
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Este é um post do tipo que tenho grande prazer em escrever para que eu mesmo não me esqueça das conclusões a que cheguei.

Os amigos que me conhecem há algum tempo no campo da GC já sabem que faço um esforço contínuo para ver sentido entre as inúmeras tentativas de explicar a gestão do conhecimento, a gestão do capital intelectual e todos os assuntos que os tangenciam.

Pois bem: no momento tenho um conjunto de propostas preferidas que consigo conciliar de uma forma que faz sentido para mim. Esse foi um esforço necessário para entender por que essas propostas sobre o mesmo assunto pareciam tão diferentes mas igualmente boas.

Em “Ave, CWA 14924” resumi rapidamente os volumes desse guia europeu para implementação da gestão do conhecimento.

Hoje acredito que poderia substituir a primeira camada do gráfico apresentado no primeiro volume do guia (“CWA 14924-1 – KM Framework”) pelo diagrama do Modelo Goldman da Dinâmica do Conhecimento Organizacional, que após uma conversa com Fernando Goldman por e-mail (obrigado, Fernando) entendi ser uma representação mais completa que a original dos processos de gestão do conhecimento por mostrá-los integrados aos processos organizacionais convencionais.

O processo de implementação proposto  no volume 3 do guia (“CWA 14924-3 – Implementing KM in Small and Medium-Sized Enterprises (SMEs)”), por sua vez, poderia ser substituído pela visão mais completa do modelo KMMM da APQC. O processo original (similar a um ciclo PDCA) certamente é válido (como toda aplicação do ciclo PDCA) mas o modelo baseado em níveis de maturidade oferece a possibilidade de benchmarking e uma visão de próximos passos.

Por fim, a ferramenta que eu mesmo tenho rascunhado como complemento à GC corporativa: um método de Gestão do Conhecimento Pessoal.

Bem, ainda terei muito trabalho para garantir que essas referências são úteis se combinadas dessa forma. Mas fica aqui antecipadamente a sugestão.

Como costumo dizer a meus alunos: posso estar errado e mudar de idéia, bastando para isso que alguém me convença de que há interpretação melhor. Mas isso faz sentido para mim no momento.

12/julho/2008

APQC’s KM Maturity Model (KMMM)

Arquivado em: gestão do conhecimento — Marcelo Yamada @ 12:34 am
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Coincidentemente, poucos dias depois de eu ter comentado quase positivamente sobre o modelo de Gestão do Conhecimento pregado pela The Know Network no prêmio MAKE, a APQC publicou ontem no blog KMEdge um post sobre seu modelo de GC chamado “KMMM” (Knowledge Management Maturity Model).

Apesar do desagrado inicial que senti por ver mais uma vez alguém reproduzindo a estratégia de níveis de maturidade que consagrou o CMM (Capability Maturity Model) da universidade Carnegie-Mellon, voltada principalmente a software, me senti satisfeito ao saber que o KMMM é uma representação para o “APQC’s Roadmap to KM” – que não é novo – e se apóia em 15 anos de experiência em cases de mais de 100 organizações.

Depois de ler o PDF de introdução ao modelo li também o artigo KM Overview – e cheguei à conclusão de que a abordagem da APQC é bastante interessante.

Tenho encontrado um pouco de dificuldade para encontrar um parecer objetivo sobre a história e as atividades da APQC, inclusive no Brasil – o que me deixaria mais tranqüilo para recomendar seu modelo.

9/julho/2008

Os velhos focos da GC de volta

Arquivado em: gestão do conhecimento — Marcelo Yamada @ 10:12 pm
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Há pouco tempo passei a acompanhar o blog da APQC (American Productivity and Quality Center) sobre gestão do conhecimento, chamado KM Edge.

Ontem o consultor Jim Lee publicou um artigo chamado “In KM, What’s Old Is New Again” em que testemunha – a partir de diversas experiências pessoais – que apesar de discussões mais modernas a respeito de colaboração, social networks, wikinomics e outras propostas avançadas, o escopo dos projetos de gestão do conhecimento continua o mesmo de vários anos atrás: taxonomias, localização de especialistas, melhores práticas e lições aprendidas.

O autor não é categórico na avaliação dessa constatação, mas vamos nos arriscar um pouco aqui (afinal, é assim que construiremos alguma opinião concreta sobre o que é gestão do conhecimento, não é mesmo?):

  • taxonomia é importante, sim, para se classificar qualquer conteúdo e permitir sua localização posterior – mas a questão é “classificar o que?”; afinal, não se pode investir na classificação de tudo
  • localização de especialistas também é importante; afinal, é o capital humano da organização; mas a pergunta é a mesma – “quais especialistas são capital da organização?” – e algo mais que vale pensar a respeito – o que são os especialistas da organização sem os processos e ferramentas que o cercam (parte do capital estrutural)? e sem os demais especialistas?
  • melhores práticas e lições aprendidas -  importantes também, componentes do capital estrutural – podemos chamá-los de “processos da organização” e “melhorias aos processos da organização”, motivo pelo qual alguns colegas acreditam que a gestão da qualidade é uma implementação antiga da gestão do conhecimento.

Embora alguns tópicos comumente associados à GC sejam derivações desses itens (como repositórios de conteúdo, ferramentas de colaboração, páginas amarelas) alguns muito importantes não têm relação imediata com esses quatro itens (como as comunidades de prática, os processos de recrutamento e retenção de talentos e o investimento em pesquisa e desenvolvimento).

A lista não representa, portanto, o universo de práticas. Não explica, aliás, nem o motivo pelo qual se faz GC (meu palpite no momento está aqui). Nem como começar (“a pergunta do milhão”; minha sugestão no momento está aqui).

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