César Taurion (da IBM) escreveu em seu blog um artigo que me fez lembrar do trabalho “A Vantagem Competitiva das Nações“, de Michael Porter.
Em seu post “Inovação e Pesquisa: bichos diferentes!“, sugere que no cenário internacional da inovação os países possuem diferentes papéis em função de suas aptidões naturais e históricas.
Seguem dois trechos interessantes que resumem a questão:
Uma rede de inovação multinacional contém papéis diferenciados, onde os países assumem estes papéis de acordo com seus pontos fortes ou viés como:
1)Países com viés inventor, ou sejam, aqueles países com forte ênfase em universidades de alto nível e sólidos e reconhecidos centros de pesquisas. São os países que geram um grande número de patentes. Estes países formam grande número de pesquisadores e acadêmicos com mestrado e doutorado. Seus governos apóiam enfaticamente programas de P&D.
2)Países com viés de financiador, que são aqueles com forte ênfase em investimento externo. Investem significativa parte de seu PIB em pesquisa e desenvolvimento, inclusive no exterior.
3)Países com o viés de transformador, que são aqueles que convertem as invenções em negócios de alto valor para a sociedade. São países com forte industrialização e sólida infra-estrutura de logística e comunicação, bem como ênfase em inovação. São países bem abertos comercialmente ao mercado externo, inseridos plenamente em um contexto globalizado. São os países que tem uma vantagem comparativa em relação a outros em determinados fatores, como por exemplo, fontes de energia alternativas ou capacitação em TI.
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O Brasil pode ser inovador sim, se assumir o papel de transformador e concentrar seus esforços, investimentos e políticas públicas neste sentido.
Como sempre, vale a pena a leitura do original completo. E o livro de Porter também, caso tenham tempo.