myGC :: Gestão do Conhecimento

6/março/2010

Open Innovation ou Inovação Aberta

Arquivado em: 1 — Marcelo Yamada @ 7:11 pm
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Não pretendo reescrever aqui conceitos sobre Open Innovation, mas quero aproveitar a deixa de um post sobre o tema no blog da Terraforum para registrar algumas referências. Conversei com uma colega que não conhecia o conceito esta semana e acho que será de utilidade para muitos.

A Wikipedia em inglês traz boas definições:

“Open innovation is a paradigm that assumes that firms can and should use external ideas as well as internal ideas, and internal and external paths to market, as the firms look to advance their technology”. (…) The central idea behind open innovation is that in a world of widely distributed knowledge, companies cannot afford to rely entirely on their own research, but should instead buy or license processes or inventions (e.g. patents) from other companies. (…)

O mesmo verbete menciona também as limitações dos mecanismos convencionais de inovação (então chamados de “closed innovation” ou “inovação fechada”) e esclarece eventuais dúvidas entre “open source” e “open innovation“. E traz também diversos exemplos de sites e empresas criados para esse fim.

O artigo no blog da Terraforum agrega grande valor ao compilar os fatores que determinam diferenças entre as práticas de inovação aberta entre empresas diferentes:

Há formas bem diferentes de implementação da Inovação Aberta, que dependem de fatores como:

    • Estratégia da organização;
    • Tipo de inovação que a empresa está buscando (tecnologia, produtos ou modelos de negócio);
    • Em qual parte de processo ela procura colaboração (pesquisa, desenvolvimento, comercialização).

Do post da Terraforum só não gostei do finalzinho: “A partir de agora, a TerraForum passa a oferecer exatamente isso para as empresas (…)”. O que soava como uma compartilhamento de conhecimento para o bem de todos assumiu o tom de uma propaganda de canal de compras. É claro que um blog de consultoria visa divulgar a consultoria – mas achei que não ficou de bom tom.

É a mesma contrariedade que senti há alguns anos quando a Editora Abril lançou o título “Você S.A.”. Meses antes a revista Exame passara a contar com uma nova coluna voltada ao gerenciamento pessoal de carreira. Paulatinamente a coluna assumiu um tom de “o mercado é feroz, você precisa se preparar, tendências indicam pressão e concorrência, cuidado” – e então a editora lança o novo título. Me senti manipulado, naquela ocasião.

3/janeiro/2010

Inovação mesmo na velha rotina de sempre

Arquivado em: 1 — Marcelo Yamada @ 7:44 pm
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De tempos em tempos ao ler ou ouvir alguma opinião sobre o tema inovação fico com a impressão de que as pessoas pensam que inovar é inventar um novo iPhone a cada dia.

Li na revista Época desta semana (nro 607, de 04/01/10) a resposta de Max Gehringer a um leitor em sua coluna cujo tema era exatamente esse. Achei didático reproduzir aqui a pergunta e a resposta.

Minha empresa prega a inovação e o espírito criativo, mas o que eu vejo em meu dia a dia é a velha rotina de sempre.

Empresas fortemente voltadas para a inovação buscam no mercado pessoas criativas, como deve ser seu caso.Mas elas não esperam que cada empregado tenha uma idéia genial por dia. O que elas procuram é gente capaz de olhar para as coisas simples e rotineiras e sugerir pequenas mudanças para aperfeiçoar os processos. Ao longo do tempo, essas mudanças contínuas, quase impercetíveis no dia a dia,  farão diferença diante dos concorrentes que se limitam a copiar as idéias alheias. A criatividade sempre estará na soma das pequenas contribuições de todos os empregados, e não em um eventual estalo de um profissional superdotado.

Concordo com Gehringer.

É claro que algumas empresas dependem mais de inovações disruptivas que outras. Empresas (ou departamentos) com essa característica têm processos específicos para estímulo à criação de novas tecnologias e produtos. Os exemplos típicos incluem a 3M, a IBM, a Apple e a Google. É só pesquisar um pouco para encontrar bibliografia extensa sobre o assunto.

Feliz 2010 a todos. Este ano promete.

14/fevereiro/2009

Países com diferentes papéis na inovação

Arquivado em: 1 — Marcelo Yamada @ 5:56 pm
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César Taurion (da IBM) escreveu em seu blog um artigo que me fez lembrar do trabalho “A Vantagem Competitiva das Nações“, de Michael Porter.

Em seu post “Inovação e Pesquisa: bichos diferentes!“, sugere que no cenário internacional da inovação os países possuem diferentes papéis em função de suas aptidões naturais e históricas.

Seguem dois trechos interessantes que resumem a questão:

Uma rede de inovação multinacional contém papéis diferenciados, onde os países assumem estes papéis de acordo com seus pontos fortes ou viés como:

1)Países com viés inventor, ou sejam, aqueles países com forte ênfase em universidades de alto nível e sólidos e reconhecidos centros de pesquisas. São os países que geram um grande número de patentes. Estes países formam grande número de pesquisadores e acadêmicos com mestrado e doutorado. Seus governos apóiam enfaticamente programas de P&D.

2)Países com viés de financiador, que são aqueles com forte ênfase em investimento externo. Investem significativa parte de seu PIB em pesquisa e desenvolvimento, inclusive no exterior.

3)Países com o viés de transformador, que são aqueles que convertem as invenções em negócios de alto valor para a sociedade. São países com forte industrialização e sólida infra-estrutura de logística e comunicação, bem como ênfase em inovação. São países bem abertos comercialmente ao mercado externo, inseridos plenamente em um contexto globalizado. São os países que tem uma vantagem comparativa em relação a outros em determinados fatores, como por exemplo, fontes de energia alternativas ou capacitação em TI.

e

O Brasil pode ser inovador sim, se assumir o papel de transformador e concentrar seus esforços, investimentos e políticas públicas neste sentido.

Como sempre, vale a pena a leitura do original completo. E o livro de Porter também, caso tenham tempo.

5/janeiro/2009

Inovação é algo que vem quando não se está sob a mira de uma arma

Arquivado em: 1 — Marcelo Yamada @ 10:02 pm
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Essa é uma frase de Eric Schmidt, CEO da Google, em uma entrevista em que fala sobre o ponto de vista da Google a respeito de diversos assuntos – entre eles inovação.

Ao contrário do que sugere a Hierarquia de Necessidades de Maslow (http://en.wikipedia.org/wiki/Maslow%27s_hierarchy_of_needs), segundo a qual as necessidades mais básicas devem ser atendidas antes que necessidades mais avançadas sejam percebidas, Schmidt afirma que não é possível aguardar que a casa esteja tranquila e em ordem para dar espaço à inovação. É preciso forçar a existência desse espaço em nossas mentes, pensando por exemplo “Bem, talvez eu não esteja trabalhando na coisa certa (no exato momento)”.

A entrevista foi uma dica do blog ELearningPost (http://www.elearningpost.com/blog/interview_with_eric_schmidt/) e está disponível na íntegra em http://www.mckinseyquarterly.com/Strategy/Innovation/Googles_view_on_the_future_of_business_An_interview_with_CEO_Eric_Schmidt_2229.

16/julho/2008

A Gestão do Conhecimento está morrendo?

Arquivado em: gestão do conhecimento,Inovação — Marcelo Yamada @ 9:24 am
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Mais um post do blog KMEdge que merece comentários. O post, de Steve Denning, se chama “Is KM Dying?“.

Denning menciona a resposta de um palestrante à pergunta acima em um evento em Londres, segundo a qual há empresas que fazem GC para sustentar as estratégias atuais e empresas que o fazem para sustentar as estratégias que serão necessárias à sobrevivência da empresa no mercado do futuro.

Essa idéia não é nova. A competição pelos mercados do futuro já foi abordada muito objetivamente em 1994 por Gary Hammel e C.K.Prahalad no livro “Competindo pelo Futuro“, segundo o qual tal competição começa desde já com a previsão do cenário futuro (5, 10 anos à frente) e o investimento imediato no desenvolvimento das competências corporativas (e não apenas competências pessoais) que serão necessárias. A ação se inicia já pois exige tempo e o vencimento de certas etapas que não podem ser antecipadas.

O artigo não responde claramente à questão “a GC está morrendo?”. Mais à frente, o autor diz: “Não deveria ser surpresa que a GC está morrendo.” (…) “Os negócios estão morrendo”.

O melhor ponto do artigo é a provocação final de Denning: quem está se preocupando com o que a gestão do conhecimento será no futuro, para que desenvolvamos as competências necessárias à GC do futuro desde já?

Qual é o “roadmap” da GC? Como dizem Hammel e Prahalad, quem vislumbrar o futuro e trabalhar para construí-lo se apropriará dele.

E isso não tem nada a ver com o atual boom de interesse pelo tema inovação. Os atuais mecanismos de produção de inovação podem ser consideradas ferramentas de GC a serviço do mercado do presente ou mesmo do futuro – mas são ferramentas do presente.

O futuro ainda não nos pertence. Sem futuro, não é surpresa temermos pela sobrevivência no presente.

21/maio/2008

Velhos hábitos versus a necessidade de inovar

Arquivado em: Inovação,inteligência competitiva — Marcelo Yamada @ 8:03 am
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Através de um post curtíssimo no blog de Fabiano Caruso (um dos meus diversos achados na internet) cheguei até um artigo do New York Times chamado Can You Become a Creature of New Habits?

O artigo (de Janet Rae-Dupree) atribui o devido valor aos hábitos – que permitem que executemos grande parte das tarefas rotineiras de forma automática, da melhor maneira que descobrimos até o momento atual de nossas vidas, sem sequer termos que pensar a respeito – mas sugere que os hábitos não são compatíveis com a tarefa de inovar.

Forçar-nos (a nós mesmos, digo) a criar novos hábitos, segundo a autora,  deflagra a criação de novas sinapses entre nossos neurônios e até mesmo a criação de novas unidades dessas células cerebrais, abrindo “caminhos no raciocínio” fisicamente impossíveis até então.

“Quanto mais nos aventuramos fora de nossa zona de conforto, mais criativo nos tornamos no ambiente de trabalho e na vida pessoal.”

O caminho, ainda segundo a autora, é fazer coisas de forma diferente no dia-a-dia ou até mesmo procurar a orientação de outra pessoa que pense de forma diferente de você. Desde que você não sucumba à auto-censura dos hábitos criados ao longo da vida, seu cérebro será obrigado a criar as novas sinapses para tratar as novas situações.

(Eu diria que é fácil experimentar: use o mouse com a mão esquerda, mude suas barras de ferramentas de lugar, leia sobre novos assuntos, comece seus raciocínios de outra forma…)

Este post, aliás, me indica que preciso inserir na metodologia que estou me atrevendo a rascunhar um tópico sobre inteligência competitiva.

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