myGC :: Gestão do Conhecimento

15/fevereiro/2010

Proposta para o meu livro sobre gestão do conhecimento

Arquivado em: 1 — Marcelo Yamada @ 4:53 pm
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Comecei meu livro pelo começo: com um plano de intenções. A que público o livro se destina? Qual será o enfoque? Em que será diferentes dos demais livros sobre o tema? Essas foram provocações contidas em um padrão para redação de livros compartilhado comigo pela minha colega Raquel Marques.

Embora o livro ainda esteja em seus primórdios, os itens abaixo representam o caminho que pretendo seguir. Pretendo fazer deste um livro curto, não um compêndio de 1000 páginas. Mesmo porque livros desse tamanho têm outro perfil – o de guia de referência, não feito para ser lido de ponta-a-ponta.

O que meus colegas leitores e visitantes deste blog acham dessa proposta? A abordagem é atraente? Há algum item imprescindível que deixei de incluir?

Agradeço antecipadamente por seus valiosos comentários.

(mais…)

5/novembro/2009

Há espaço para mais um livro sobre Gestão do Conhecimento?

Arquivado em: 1 — Marcelo Yamada @ 7:40 am
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Tenho pensado muito em escrever um livro sobre Gestão do Conhecimento. (Minha esposa-consultora, aliás, tem me estimulado muito a pensar seriamente no assunto e a me organizar para que esse livro se concretize. Sem esse estímulo eu facilmente colocaria o projeto na minha lista de meros desejos.)

A questão que me ocorre é a do título deste post: há espaço para mais um livro sobre Gestão do Conhecimento?

Já li um punhado deles – muitos certamente bons, outros bons em certos aspectos.

Fiz também uma pesquisa rápida em livrarias virtuais e encontrei os seguintes resultados

  • Livraria Cultura = 41 livros sobre/em torno do tema “gestão do conhecimento”
  • Livraria FNAC = 32  livros sobre/em torno do tema ”gestão do conhecimento”
  • Site Submarino = 2179 (!) livros sobre/em torno do tema ”gestão do conhecimento” (certamente há muito joio no meio desse trigo)
  • Amazon.com = 50 livros (sobre “knowledge management”, neste caso)

Apesar das dezenas de livros publicados sobre o assunto (em torno de 20, eu diria, apesar dos resultados na buscas acima) acredito poder contribuir para o cenário da GC com um livro diferente, pautado pelo esforço em tornar compreensível o tanto de coisas que são ditas por aí em nome da gestão do conhecimento. Uma abordagem como “gestão do conhecimento de forma objetiva” ou – usando o termo que tenho discutido com meus colegas André Saito e Gabriel Magalhães – uma “gestão do conhecimento pragmática”.

Meus colegas e alunos – que conhecem meu jeito de ser em sala de aula e portanto conseguem entender meu modelo mental – provavelmente conseguirão imaginar o que tenho em mente. Frases do tipo “mas o que afinal de contas o autor dessa teoria quis dizer com isso?” e “o que X parece ter a ver com Y?” são comuns para mim e é assim que pretendo abordar o tema no livro.

Haverá espaço para mais esse livro?

Estou trabalhando o sumário para o livro e estou aberto a sugestões.

17/outubro/2009

Paper gratuito sobre monitoramento e avaliação da GC

Arquivado em: 1 — Marcelo Yamada @ 12:36 am
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O tempo está curto e a pilha de leituras (metaforicamente) está grande, mas ainda consigo achar algumas preciosidades de tempos em tempos.

Não pude conferir em detalhes ainda, mas eis um paper que parece muito promissor: “Monitoring and Evaluation in KM for Development“, no site do movimento IKM Emergent.

Gravei o arquivo (licenciado pela Creative Commons, portanto tudo bem) em meu pen-drive.

Estou montando minha biblioteca de e-books para ler em meu netbook e ver se assim  descarto a necessidade de um Kindle :-)

22/agosto/2009

Livro “Software Architecture Knowledge Management”

Arquivado em: 1 — Marcelo Yamada @ 2:12 pm
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Por meio de uma visita de Rafael Ramos (prazer em “conhecê-lo”) visitei pela primeira vez seu blog “Conhecimento e TI”, que está hospedado no Blogspot: http://conhecimentoeti.blogspot.com agora Gestão etc.

Navegando pela categoria “Gestão do Conhecimento” encontrei uma leitura interessante: o livro “Software Architecture Knowledge Management – Theory and Practice“, da editora Springer.

O livro aborda a necessidade de constante aperfeiçoamento da arquitetura de software e com isso justifica o tema do trabalho, que é uma proposta de processo para o gerenciamento de conhecimento nessa especialidade.

Baixei uma versão PDF do livro no link disponibilizado pelo Rafael para fazer essa avaliação mas não tenho certeza se o livro é realmente free.

Encontrei o mesmo no site da editora, que não deixa claro se eu tenho que pagar para me registrar para consultar a versão eletrônica do livro. Por via das dúvidas, deletei meu PDF.

Mas parece ser um bom livro. Vou deixá-lo aqui registrado para futuras necessidades.

O post de Rafael está neste endereço: Livro grátis: Software Architecture Knowledge Management – Theory and Practice

O endereço do livro no site da editora é o seguinte: http://www.springerlink.com/content/978-3-642-02373-6

7/agosto/2009

Livro on-line gratuito: Introdução aos Metadados, Edição On-line, versão 3.0

Arquivado em: 1 — Marcelo Yamada @ 7:50 pm
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Eis um bom fruto da minha tradicional garimpagem: um livro on-line gratuito sobre criação e manutenção de metadados.

Não li o livro todo – mesmo porque é um guia prático – para saber quão completo é, mas certamente não é uma daquelas bíblias de 1000 páginas tão comuns no bibliografia de tecnologia da informação.

Mas quem já tentou obter uma resposta curta e objetiva para as perguntas “afinal, o que é uma taxonomia”, “como faço para construir uma taxonomia” e “qual é a diferença entre taxonomia e xxxxxxxxxxxx” reconhecerá seu valor.

O livro se chama Introduction to Metadata, Online Edition, Version 3.0 e está disponível em http://www.getty.edu/research/conducting_research/standards/intrometadata/

O livro é uma dica do site Elearningpost, que sempre recomendo.

Como eu disse em outro post sobre Gestão do Conhecimento Pessoal, os sites que você conhece e as fontes que você coleciona fazem parte do seu capital intelectual pessoal. Desenvolva o seu capital – estou contribuindo com a minha parte :-) .

21/novembro/2008

Capital Intelectual – O grande desafio das organizações

Arquivado em: capital intelectual,gestão do conhecimento — Marcelo Yamada @ 9:26 am
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O título deste post é o título do livro de José Renato Santiago Sátiro Júnior sobre mensuração do capital intelectual e do retorno das iniciativas de gestão do conhecimento. Eu já havia folheado a tese de doutorado do José Renato e decidi comprar o livro – há seis meses – que consegui ler agora.

Este é um livro que você deve ter em sua estante. Se há algo em que não pretendo investir meu tempo é na compilação de modelos para mensuração do valor do capital intelectual. José Renato já fez esse excelente trabalho por todos nós.

No capítulo 5 há modelos financeiros em abundância. No capítulo 6 estão os modelos especializados em capital intelectual. No capítulo 7 José Renato ministra uma aula sobre a forma correta de se definir indicadores e realizar medições.

Depois de conhecer tantos modelos desenhados por tantas celebridades diferentes ao longo de tantos anos, é inevitável se perguntar: “mas qual modelo devo utilizar?” A resposta, eu diria, é: estude todos e faça o seu. Ou melhor, se tiver sorte: estude todos e encontre um modelo que tenha representatividade (ou seja, adoção ampla) em seu segmento de mercado (nacional ou internacional) e avalie sua possível adoção. Adotar um modelo que é utilizado em outras organizações similares lhe proporcionará a possibilidade do aprendizado pela comparação de resultados. É o que ocorre, por exemplo, com a adoção do Modelo de Excelência em Gestão (MEG) da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ).

Continuando a leitura você encontrará no capítulo 8 um estudo de caso do autor contendo um roteiro para implementação da gestão do conhecimento e – é claro – para definição de indicadores e formas de mensuração.

O restante do livro – os capítulos 9 a 13 – apresentam em detalhes os resultados da pesquisa realizada pelo autor com mais de 100 empresas brasileiras a respeito dos resultados esperados e obtidos na implementação de práticas de gestão do conhecimento e do capital intelectual.

É um grande volume de dados que o levará a se perguntar “como utilizar esses dados?”

Minha sugestão: faça sua lição de casa (descubra o que é a gestão do conhecimento para sua organização, quais são os ativos intangíveis importantes, qual será sua estratégia e quais serão suas métricas) e então compare suas definições com os dados reveladores dessas mais de 100 empresas que responderam à pesquisa.

Ah, um lembrete importante: esse não é um livro sobre teorias de gestão do conhecimento e do capital intelectual. Mais uma vez, faça sua lição de casa antecipada: conheça Nonaka, Davenport, Senge, Stewart, Edvinsson e outros através da bibliografia já consagrada.

12/novembro/2008

Construção da Organização que Aprende – sem Peter Senge?

Arquivado em: aprendizagem organizacional,gestão do conhecimento — Marcelo Yamada @ 10:56 pm
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Livraria Cultura

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Acabo de ler o artigo “Construção da Organização que Aprende”, de David Garvin, no livro-coletânea “Gestão do Conhecimento” da Harvard Business Review (publicado no Brasil pela Editora Campus).

O tema “Organização que Aprende” (ou Learning Organization, ou ainda Aprendizagem Organizacional) está usualmente relacionado às propostas de Peter Senge em seu livro “A Quinta Disciplina”, em que propõe o domínio de cinco disciplinas (pelas pessoas e pela organização) de forma a viabilizar a instituição da organização capaz de aprender sistematicamente: domínio pessoal, modelos mentais, visão compartilhada, aprendizado em equipe e pensamento sistêmico.

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Garvin (professor na Harvard Business School e autor de livros sobre estratégia e qualidade) é claramente opositor de abordagens subjetivas. Em seu artigo afirma: “(…) apesar dos sinais estimulantes, o assunto em boa parte permanece nebuloso, confuso e de difícil compreensão. (…) Os acadêmicos, em parte, são culpados. Suas análises sobre organizações que aprendem em geral são reverenciais e utópicas, cheias de uma terminologia quase mística (…)”. Menciona, então, os exemplos de Peter Senge e Ikujiro Nonaka e continua: “(…) Parece idílico? Completamente. Desejável? Sem dúvida. Mas será que esses conceitos oferecem algum referencial para a ação? Dificilmente. (…) A maioria das discussões sobre organizações que aprendem contornam esses problemas, concentrando-se em altas filosofias, grandes temas e metáforas abrangentes, e não na aspereza dos detalhes práticos (…)”.

Mas, enfim, qual é a abordagem prática proposta por Garvin para a criação de organizações que aprendem?

De forma bem resumida – é preciso que a organização desenvolva cinco habilidades:

  1. solução de problemas de maneira sistemática
  2. experimentação de novas abordagens
  3. aprendizado com as próprias experiências e antecedentes
  4. aprendizado com as experiências e melhores práticas alheias
  5. transferência do conhecimento rápida e eficiente em toda a organização

Que posso dizer a respeito?

Bem, a primeira habilidade parece uma tradicional exigência dos sistemas de gestão de qualidade. E um ponto de intersecção com os já tradicionais modelos de maturidade (como o CMM e o KMMM).

As habilidades 2, 3 e 4 têm uma grande sobreposição com as propostas de Peter Senge. Garvin é mais pragmático, enquanto Senge é mais profundo em motivações e impactos sobre os indivíduos.

A primeira e a quinta habilidades compõem parte do que se poderia chamar de um “sistema de gestão do conhecimento” – a preocupação com a aplicação e a transmissão sistemática de conhecimentos.

É uma proposta aceitável? Certamente. São ações de grande contribuição à constituição de organizações que aprendem ou de sistemas de gestão do conhecimento.

Mas, assim como criticado em “A Quinta Disciplina” de Peter Senge, considero a proposta subjetiva – pois a lógica que determina a lista de habilidades é pessoal. Embora prática, é uma abordagem restrita ao autor com base em suas próprias experiências passadas de consultoria.

Minha proposta: aproveitemos o que há de coerente em cada teoria à luz de nossos contextos atuais. Isso vale para Senge, Nonaka, Garvin, Davenport, Tapscott e todos os demais.

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