myGC :: Gestão do Conhecimento

25/maio/2012

Gestão do Conhecimento em empresas altamente competitivas

Arquivado em: Sem categoria — Marcelo Yamada @ 2:10 pm
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Estive conversando com uma colega de mercado a respeito da adoção da Gestão do Conhecimento em empresas altamente competitivas.

Por “altamente competitivas” entenda empresas que trabalham fortemente com indicadores e metas para todas as unidades da empresa, de negócios e de apoio, com o intuito claro de direcionar os esforços de todo o quadro de profissionais para a geração de resultados tangíveis para o negócio: custos menores, receitas maiores, ganho de market share, expansão geográfica e outras metas do gênero. Em contextos como esse as tomadas de decisão (inclusive as decisões de investimento, as relações com outras entidades e as avaliações de desempenho) são altamente influenciadas por essas metas.

É compreensível que em organizações em que vigora essa política de gestão – que provavelmente produz os resultados esperados – seja bastante difícil defender a criação de processos de gestão do conhecimento com o objetivo de proteger o “saber fazer” da organização. Afinal, a gestão do conhecimento não produz resultados concretos (como os citados acima) para a empresa. (Esta afimação é constrangedora, a princípio.)

Mas veja bem: a GC não produz esses resultados porque são os conhecimentos em si que o fazem. E é justamente pelo modo de “saber fazer” da empresa ser o responsável por trabalhar sob maiores ou menores custos, gerar maiores ou menores receitas (e etc.) que esse “saber fazer” deve ser gerenciado. E esse é o papel da GC.

Ainda assim, embora me pareça  justificável a prática da GC em empresas altamente competitivas, acredito que não cabe nesses casos insistir na abordagem típica de médio e longo prazo que visa proteger o conhecimento corporativo para garantir sua manutenção e evolução. A sobrevivência no oceano vermelho exige luta constante.

Acho que neste contexto faz mais sentido falar em gestão do conhecimento para o aprimoramento da eficiência e da eficácia do conhecimento corporativo.

Minha proposta, então, é: fazer da GC, nesses casos, uma sistema de gestão voltado à  mensuração e aprimoramento de eficiência (produtividade) e eficácia (qualidade) do trabalho humano, dos processos e das ferramentas (a tríade pessoas-processos-ferramentas que representa o conhecimento corporativo) com o objetivo claro e mensurável de proporcionar custos menores, receitas maiores, ganho de market share, expansão geográfica e etc.

Meça a eficiência e eficácia das pessoas, processos e ferramentas envolvidos nos processos críticos. Identifique os gargalos e gaps. Conserte e aprimore (fazendo uso do grande catálogo de ferramentas da GC). Meça novamente.

Que tal lhes parece?

Um abraço a todos.

1/abril/2012

Modelos de Maturidade em Gestão do Conhecimento – participe

Arquivado em: Sem categoria — Marcelo Yamada @ 3:32 am
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Em agosto participarei do KMBrasil 2012 a convite da SBGC para conduzir o painel “Modelos de Maturidade em Gestão do Conhecimento”.

Se você conhece algum modelo que gostaria de ver abordado em comparação com os demais, sugira por meio deste blog.

Nos vemos lá!

27/outubro/2011

Vencedores do MAKE Award Brasil 2011

Arquivado em: Sem categoria — Marcelo Yamada @ 8:45 am
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Ocorreu ontem no Hotel Renaissance, em São Paulo, a cerimônia de premiação do MAKE Award Brasil 2011.

Além dos reconhecimentos especiais em cada um dos oito critérios da metodologia MAKE (cujo destaque foi a Ericsson Brasil, premiada em quatro dos oito critérios), os oito finalistas foram assim rankeados:

1º lugar: Schincariol, com sua Arquitetura de Gestão do Conhecimento

2º lugar: Ericsson Brasil, com sua estratégia global de gestão do conhecimento e colaboração

3º lugar: Tecnisa, com seu conjunto amplo de práticas de Gestão do Conhecimento

4º lugar: Petrobrás, com seu Programa de Sucessão Gerencial

5º lugar: Thyssen Krupp, com seu programa de incentivo à troca de experiências e conhecimento

6º lugar: Sebrae-SP, com a iniciativa de Redes Internas de Conhecimento

7º lugar: MPX, com seu Projeto Memória

8º lugar: UFSC, com suas práticas de Gestão Colaborativa da pós-graduação em engenharia e gestão do conhecimento (EGC)

Meus parabéns a todos os participantes.

Detalhes sobre os cases estão disponíveis em revista impressa que foi distribuída em primeira mão durante o evento, ontem, e tenho certeza de que em breve estarão publicamente disponíveis para o público em geral.

Ah! ocorreu ontem também a premiação “Executivo de Gestão do Conhecimento do Ano de 2011″. Os mais votados, dentre os cinco finalistas indicados pela comunidade da TKN Brasil foram:

1º: Luís Flávio Esteves, da 2D Tecnologia

2º: Patrícia Sá Freire, da UFSC

3º: Marcelo Yamada (eu!), da Promon

4º: Elisabeth Gomes, da Plugar

5º: André Saito, da Allagi Open Innovation

Agradeço a todos os amigos que fiz no universo da GC ao longo dos últimos anos e que foram os responsáveis por minha indicação e premiação no evento de ontem. Sua indicação foi, para mim, o melhor reconhecimento que eu poderia receber.

Um abraço a todos!

8/setembro/2010

Shell exige Gestão do Conhecimento a seus fornecedores

Arquivado em: Sem categoria — Marcelo Yamada @ 12:50 am
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Meu amigo André Saito me alertou para uma nova exigência da Shell internacional para o credenciamento de fornecedores: a comprovação de práticas de GC.

A novidade foi contada por Nick Milton, da Knoco, e diz o seguinte (http://www.nickmilton.com/2010/09/contracts-will-drive-km-adoption.html):

Contracts will drive KM adoption
I hear from Shell, via Linked-In, that “We will be including Knowledge Management requirements in our ITTs(*) for all our contractors”.

So to get a contract with Shell, you need to be able to demonstrate KM.

Now we see market forces starting to drive the adoption of KM. It is no longer a nice-to-have – it is becoming a pre-requisite for doing business. As more companies take Shell’s lead, KM will be driven deeper and deeper into the layers of contractors and subcontractors.

At last, KM is becoming a requirement.

O legal é que essa ideia há muito tempo já me parecia interessante: http://mygc.wordpress.com/2010/07/29/que-tal-exigir-gestao-do-conhecimento-a-seus-fornecedores/

Obrigado, André.

(*) Observação: ITT= Invitation To Tender (http://en.wikipedia.org/wiki/Call_for_bids), ou seja, convite para envio de proposta/cotação.

29/julho/2010

Que tal exigir Gestão do Conhecimento a seus fornecedores?

Arquivado em: Sem categoria — Marcelo Yamada @ 7:02 pm
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Um elo fraco na corrente (Credito da imagem: http://www.agendasustentavel.com.br)
Ja é comum a exigência formal de atendimento a certos requisitos (técnicos ou não) quando vamos estabelecer relações comerciais com fornecedores. Combate à corrupção e ao trabalho infantil, contribuição a projetos sociais e ambientais, certificações ISO, etc.

Que tal exigir a existência de certas práticas de GC?

Hoje mais uma vez me vi às voltas com problemas com um fornecedor que perdeu a capacidade de me fornecer com qualidade porque perdeu equipe, perdeu documentos (ou talvez não os tivesse de fato), desaprendeu processos.

Pensei com um colega: e se pudéssemos exigir dos fornecedores quatro práticas mínimas de precaução contra a perda de conhecimento?
- garantia de formalização de processos
- garantia de multiplicação do conhecimento na equipe
- documentação formal para certas informações complexas
- base de conhecimento para pequenas informações e práticas

Ok, eles poderiam não saber fazê-lo – mas poderíamos ensiná-los. Desenvolver os fornecedores. Disseminar a GC.

Vamos ver se essa minha determinação sobrevive a uma noite de sono :-)

9/março/2010

TI Inside: Gestão do conhecimento reduz 60% dos custos de suporte

Arquivado em: 1 — Marcelo Yamada @ 9:10 am
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O artigo que comento aqui na verdade foi publicado em diferentes versões em diversos sites e newsletters.

O artigo da TI Inside me fez escrever porque optou por levar a Gestão do Conhecimento ao título do artigo: Gestão do conhecimento reduz 60% dos custos de suporte.

O conteúdo-chave é o seguinte:

Um estudo realizado pelo Consortium for Service Innovation (CSI) descobriu que um service desk/Centro de Suporte de qualquer natureza pode reduzir os custos em até 60%, apenas adotando as melhores práticas de gestão do conhecimento.
Segundo dado constatado pelo CSI os departamentos de suporte gastam 80% do tempo de seu trabalho solucionando 20% dos problemas que são mais freqüentes e repetitivos e alguns casos mostram que corporações conseguiram grande redução de custos apenas criando um sistema de base de conhecimento para esses chamados mais frequentes.

(mais…)

8/março/2010

Dado x Informação x Conhecimento x Sabedoria, segundo a HBR

Arquivado em: 1 — Marcelo Yamada @ 12:36 am
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Meus colegas mais próximos já me conhecem bem: discussões que não têm um encaminhamento pragmático – ou seja, que não têm o objetivo de produzir algum instrumento, processo ou afirmação objetivos – tendem a manter a minha atenção por pouco tempo.

Mas isto não significa que eu não tenha interesse em acompanhar o seu desenrolar; apenas significa que provavelmente aguardarei o progresso das discussões até que ultrapassem a fronteira da discussão semântica e alcancem, enfim, o status de discussões sobre práticas.

Uma discussão desse tipo se iniciou com o post de David Weinberger em um dos blogs da Harvard Business Review (HBR), chamado The Problem with the Data-Information-Knowledge-Wisdom Hierarchy.

A discussão em andamento ali é a seguinte: é justo comparar a diferença entre conhecimento e informação com a diferença anterior, entre dado e informação? (“Sabedoria, então, nem se fala“, diz o autor em algum ponto.)

Há bons argumentos no artigo e nos diversos comentários em resposta.

Pessoalmente vou aguardar o progresso das discussões.

27/fevereiro/2010

Modelos de mensuração da GC, por Rafael Ramos

Arquivado em: 1 — Marcelo Yamada @ 7:46 pm
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Somente hoje tive tempo para ver em detalhes a apresentação que Rafael Ramos (do blog Conhecimento e TI Gestão etc) fez no II ENAPID (Encontro Acadêmico de Propriedade Intelectual, Inovação e Desenvolvimento), em setembro passado.

Rafael fez um ótimo trabalho ao compilar modelos de mensuração da gestão do conhecimento para uma comparação de características:

  • Modelo de Santiago (2007)
  • Balanced KM Scorecard ( Chen e Chen (2005))
  • Modelo de J.C.C.Terra (2005)
  • Modelo de Del-Rey-Camorro et al. baseado no Balanced Scorecard
  • Skandia Navigator
  • Economic Value Added (EVA) – Consultoria Stern Stewart
  • Índice de Desempenho da Gestão do Conhecimento (KMPI)
  • Navegador do Capital Intelectual Stewart (1997)
  • Modelo de Performance da Gestão do Conhecimento (ROSS e SCHULTE, 2001)

O ppt está disponível no SlideShare: http://www.slideshare.net/rafasr/uma-anlise-comparativa-dos-modelos-de-mensurao-da-gesto-do-conhecimento-e-seus-indicadores

Peço ao amigo Rafael que não se esqueça de avisar através de seu blog quando o artigo propriamente dito estiver liberado para download.

Caso alguém se pergunte qual é o melhor, recomendo:

  • estude o suficiente sobre todos para avaliar qual faz mais sentido para você e se mostra mais adequado à visão estratégica de sua organização, e
  • dê preferência por modelos amplamente utilizados em seu segmento de atuação, para que você possa fazer comparativos com clientes, fornecedores, parceiros e concorrentes.

18/fevereiro/2010

Blog de Apin Talisayon: uma grande caixa de ferramentas para GC

Arquivado em: 1 — Marcelo Yamada @ 12:21 pm
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Há muito tempo tenho comigo a pendência de analisar o blog de Apin Talisayon para publicar aqui um post que indique as principais propostas do autor. O blog está disponível no seguinte endereço: http://apintalisayon.wordpress.com/

Desisti de esperar.

O ritmo de produção de artigos por Talisayon (ou Serafin, abreviado para Apin) é muito maior que a minha capacidade de ler e processar tudo que sigo em meu leitor de feeds.

Compartilho com meus leitores a tarefa de avaliar os processos propostos pelo mesmo.

(mais…)

9/novembro/2009

Promon Engenharia é a vencedora do Prêmio MAKE Brasil 2009

Arquivado em: 1 — Marcelo Yamada @ 11:14 pm
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MAKE

Foi hoje e foi muito bom.

Acabo de chegar em casa após um dia intenso em informações na cerimônia de apresentação dos finalistas e entrega do prêmio MAKE (Most Admired Knowledge Enterprise) no Senac Consolação.

Foi um dia muito bom, em primeiro lugar, porque ganhamos o prêmio maior. A Promon Engenharia conquistou o prêmio de Empresa Mais Admirada pelo Conhecimento no Brasil segundo os critérios MAKE.

Entendo que foi uma disputa acirrada pois os casos da Embraer (apresentado por Émerson Freitas) e da Petrobrás (apresentado por Ariane Gonçalves), em especial, eram bastante abrangentes e estruturados.

Em segundo lugar, o dia foi muito bom porque foi possível obter diversos insights a partir  das apresentações dos finalistas.

Me chamaram a atenção (num rápido registro) a apresentação de processos muito organizados para a implementação da GC (visíveis no caso da Essencis, da Petrobrás e da Uniodonto), o forte vínculo à estratégia empresarial para definir o que é (e o que não é) importante gerenciar, o confronto entre compartilhar e proteger o conhecimento e a necessidade de se criar uma entidade na organização que se responsabilize por esse processo de governança.

Em especial achei interessante a decisão da Documentar em implementar a Gestão do Conhecimento para uso próprio e para criação de uma nova linha de negócios em seu portifólio; achei instigante a decisão do Tabelionato Fischer em manter o uso de um abordagem lúdica em suas ações mesmo em um momento em que seus processos de planejamento estratégico e governança estão visivelmente profissionalizados; e achei muito enriquecedor o repertório de ações adotado ou programado pela Embraer e pela Petrobrás.

E eu ainda preciso pensar melhor sobre a distinção feita pela Embraer entre a aplicação do Lean Manufacturing (aplicada a toda a organização) e a aplicação da Gestão do Conhecimento (aplicada somente a algumas unidades em função de seu custo-benefício).

O compartilhamento das melhores práticas foi o foco da Manserv (com seus impressionantes 11.000 funcionários) e da Uniodonto (fazendo a GC no modelo de cooperativa). Daiichi-Sankyo abordou a colaboração da comunidade em sua GiiMiiPedia.

E a Embria… bem, a Embria não apareceu. E infelizmente nem consigo inferir nada a partir de seu website, pois o mesmo me proíbe de acessá-lo sem ter um Internet Explorer. Como meu notebook roda Linux e uso os browsers Firefox e Chrome, estou sendo barrado na entrada. ( ;-) É apenas um resmungo de minha parte – depois acessarei o website de algum equipamento com Windows.)

Em breve teremos a divulgação oficial da TNK Brasil.

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