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7/agosto/2010

Gestão de Sorte – que tal?

Filed under: Sem categoria — Marcelo Yamada @ 1:47 pm
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Ao longo da vida deste blog tenho horas e outras abordado temas de estudo que tangenciam a gestão do conhecimento. São os casos de gestão de relacionamento, gestão de confiança e gestão de fatores de influência.

Tenho feito isso porque algumas dessas propostas podem ser de utilidade em projetos de implementação da GC. Para promover mudanças na cultura da empresa, para estimular a colaboração, para propagar exemplos de comportamento, etc.

Em uma atividade em sala de aula nesta semana (na pós-graduação em GC&Inovação) elencávamos as características necessárias para se implantar a gestão do conhecimento no contexto de alta complexidade em que as organizações estão inseridas.

Ao lado de características como flexibilidade, relacionamentos, visão, confiança e outras, surgiu a variável sorte. Para ter sucesso em empreitadas em um mundo complexo, é preciso ter sorte.

A idéia a princípio é desconfortável, pois leva ao campo do acaso o sucesso ou insucesso em meio a tantos esforços planejados. Mas rapidamente fizemos um upgrade nessa proposta.

E se considerarmos a velha definição de que sorte é o encontro do preparo com a oportunidade?

Preparo, certamente, é algo que está em nossas mãos. Depende essencialmente de nós (ou de nossas empresas) nos prepararmos para a atuação nos cenários que almejamos. Isso depende, é claro, de uma visão clara de quais são esses cenários e seus requisitos.

Oportunidade, por outro lado, não depende exatamente de nós – mas podemos nos posicionar proativamente em situações (locais físicos, círculos de relacionamento) onde as oportunidades têm maior probabilidade de surgimento.

Preparo e oportunidade são, assim, gerenciáveis. Podemos gerenciar nossa sorte.

Haveria espaço para umChief Luck Office nas empresas? Gestão de competências é apenas metade da equação. Inteligência Competitiva é a outra metade.

Ok, ok, isso certamente é algo que alguém já faz nas empresas, talvez sem uma denominação específica. Mas o exercício valeu pela diversão. Agradeço aos meus colegas alunos por essa oportunidade.

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