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18/outubro/2009

“The Fun Theory” para criação de ambiente propício ao compartilhamento?

Arquivado em: 1 — Marcelo Yamada @ 10:12 pm
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A revista Época, da editora Globo, mantém entre outros blogs um deles a respeito de variedades – bom conteúdo para atenuar a aspereza do dia-a-dia – chamado Bombounaweb.

Em sua grande maioria tratam-se de vídeos selecionados no YouTube contendo cenas engraçadas ou polêmicas que se tornaram fenômenos de visitação por motivos diversos.

Na edição de 19 de outubro de 2009 (publicada hoje) os jornalistas responsáveis pelo blog indicaram um vídeo pertencente ao site “The Fun Theory“, mantido pela Volkswagen alemã.

TheFunTheory-VWNas palavras do próprio site:

This site is dedicated to the thought that something as simple as fun is the easiest way to change people’s behaviour for the better. Be it for yourself, for the environment, or something entirely different, just so long as it’s change for the better.

De forma muito breve, a iniciativa sugere que é possível fazer as pessoas mudarem seu comportamento bastando para isso tornar sua participação (no que quer que seja) mais divertida.

Que tal pensar nisso como uma forma de tornar o ambiente mais propício ao compartilhamento?

Recomendo ver os vídeos do site como fonte de inspiração.

31/agosto/2009

Peter Senge, A Quinta Disciplina, sustentabilidade e The Story of Stuff

Arquivado em: 1 — Marcelo Yamada @ 12:17 pm
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Participei em primeiro de junho de um seminário promovido pelo grupo de Sustentabilidade do Grupo Real Santander chamado “A Liderança Necessária para a Sustentabilidade”.

O palestrante na ocasião foi Peter Senge, autor famoso pelo livro “A Quinta Disciplina” e mais recentemente pelos livros “Presença” e “A Revolução Decisiva”.

A palestra não abordou aprendizagem organizacional (como alguns poderiam esperar), mas sim a sustentabilidade. Senge, aliás, esclareceu que o pensamento sistêmico na empresa (tema do “A Quinta Disciplina”), se expandido de modo a abranger toda a sociedade, se tornará a preocupação com a sustentabilidade. Daí a coerência entre os temas aparentemente distantes.

Na ocasião Senge demonstrou em números que a reciclagem de tudo que consumimos não seria suficiente para reverter os danos ao nosso habitat. Para reverter os danos – permitindo ao planeta se auto-reparar – teríamos que mudar nosso comportamento. Teríamos que parar de consumir.

A idéia embora perfeitamente aceitável nunca ficou realmente clara para mim.

A animação “Story of Stuff” (indicada por meu colega Carlos Costa, da Promon, no blog Promon Voluntariado) cumpriu esse papel. Agora, sim, entendo a que Senge se referia.

2/maio/2009

Gestão do Conhecimento em tempos de crise

Arquivado em: 1 — Marcelo Yamada @ 4:22 pm
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O informativo Universo EAD, da unidade de ensino à distância do Senac São Paulo, publicou neste mês uma entrevista em áudio com minha amiga Rose Longo sobre a oportunidade da aplicação da Gestão do Conhecimento neste momento de crise global.

Destaco duas afirmações de Rose:

  • a organização deve usar o conhecimento como fonte de diferencial competitivo e para isso deve ser capaz de provocar a criação de conhecimento (desenvolvendo para tanto um ambiente e uma cultura adequados)
  • se o momento de crise não for utilizado para atividades de capacitação, quando a crise terminar faltarão competências (e isso vale tanto para as empresas quanto para os profissionais)

Vale a pena conferir a entrevista na íntegra em http://www.ead.sp.senac.br/newsletter/abril09/ead.asp?nome=podcast.

12/novembro/2008

Construção da Organização que Aprende – sem Peter Senge?

Arquivado em: aprendizagem organizacional,gestão do conhecimento — Marcelo Yamada @ 10:56 pm
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Livraria Cultura

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Acabo de ler o artigo “Construção da Organização que Aprende”, de David Garvin, no livro-coletânea “Gestão do Conhecimento” da Harvard Business Review (publicado no Brasil pela Editora Campus).

O tema “Organização que Aprende” (ou Learning Organization, ou ainda Aprendizagem Organizacional) está usualmente relacionado às propostas de Peter Senge em seu livro “A Quinta Disciplina”, em que propõe o domínio de cinco disciplinas (pelas pessoas e pela organização) de forma a viabilizar a instituição da organização capaz de aprender sistematicamente: domínio pessoal, modelos mentais, visão compartilhada, aprendizado em equipe e pensamento sistêmico.

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Garvin (professor na Harvard Business School e autor de livros sobre estratégia e qualidade) é claramente opositor de abordagens subjetivas. Em seu artigo afirma: “(…) apesar dos sinais estimulantes, o assunto em boa parte permanece nebuloso, confuso e de difícil compreensão. (…) Os acadêmicos, em parte, são culpados. Suas análises sobre organizações que aprendem em geral são reverenciais e utópicas, cheias de uma terminologia quase mística (…)”. Menciona, então, os exemplos de Peter Senge e Ikujiro Nonaka e continua: “(…) Parece idílico? Completamente. Desejável? Sem dúvida. Mas será que esses conceitos oferecem algum referencial para a ação? Dificilmente. (…) A maioria das discussões sobre organizações que aprendem contornam esses problemas, concentrando-se em altas filosofias, grandes temas e metáforas abrangentes, e não na aspereza dos detalhes práticos (…)”.

Mas, enfim, qual é a abordagem prática proposta por Garvin para a criação de organizações que aprendem?

De forma bem resumida – é preciso que a organização desenvolva cinco habilidades:

  1. solução de problemas de maneira sistemática
  2. experimentação de novas abordagens
  3. aprendizado com as próprias experiências e antecedentes
  4. aprendizado com as experiências e melhores práticas alheias
  5. transferência do conhecimento rápida e eficiente em toda a organização

Que posso dizer a respeito?

Bem, a primeira habilidade parece uma tradicional exigência dos sistemas de gestão de qualidade. E um ponto de intersecção com os já tradicionais modelos de maturidade (como o CMM e o KMMM).

As habilidades 2, 3 e 4 têm uma grande sobreposição com as propostas de Peter Senge. Garvin é mais pragmático, enquanto Senge é mais profundo em motivações e impactos sobre os indivíduos.

A primeira e a quinta habilidades compõem parte do que se poderia chamar de um “sistema de gestão do conhecimento” – a preocupação com a aplicação e a transmissão sistemática de conhecimentos.

É uma proposta aceitável? Certamente. São ações de grande contribuição à constituição de organizações que aprendem ou de sistemas de gestão do conhecimento.

Mas, assim como criticado em “A Quinta Disciplina” de Peter Senge, considero a proposta subjetiva – pois a lógica que determina a lista de habilidades é pessoal. Embora prática, é uma abordagem restrita ao autor com base em suas próprias experiências passadas de consultoria.

Minha proposta: aproveitemos o que há de coerente em cada teoria à luz de nossos contextos atuais. Isso vale para Senge, Nonaka, Garvin, Davenport, Tapscott e todos os demais.

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