myGC :: Gestão do Conhecimento

5/agosto/2009

O Twitter me faz lembrar do Second Life

Digo que o Twitter me faz lembrar do Second Life porque há dois anos o Second Life contava com o mesmo prestígio desfrutado nas últimas semanas pelo Twitter.

Reportagens especiais nas revistas Veja e na Época, nos principais jornais do país e nos noticiários da Rede Globo. A promessa de uma revolução ainda não compreendida. Relatos de casos de empresas que se antecipavam no mundo virtual na tentativa de compreendê-lo e capturar sua fatia dessa nova oportunidade.

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21/julho/2008

Twitter como ferramenta de localização de especialistas

Site do Twitter

Jim Lee escreveu no KMEdge um artigo chamado “Frittering Away Time Twittering? Or Have You Found Wearable Expertise Location?“, em que menciona uma reportagem da CIO Magazine sobre o fenômeno do microblogging (blogs em que os posts são feito até por telefone celular e que têm no máximo 140 caracteres) e sua utilidade no mundo corporativo.

Lee sugere que os microblogs são comparáveis a ferramentas de expertise location. Neles, porém, os especialistas é que se fazem encontrar – em lugar de constarem de listas ou bancos de dados.

É uma interpretação interessante. Comparável, eu diria, a um comentário que fiz recentemente sobre as ferramentas (ou processos) de colaboração versus o uso da “gestão dos fatores de influência”: o primeiro pode funcionar quando os membros da comunidade participam proativamente, e o último quando não o fazem. O mesmo pode ser afirmado para o uso do microblogging ou de páginas amarelas convencionais, respectivamente.

Uma sugestão para se manter em mente.

9/julho/2008

Os velhos focos da GC de volta

Arquivado em: gestão do conhecimento — Marcelo Yamada @ 10:12 pm
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Há pouco tempo passei a acompanhar o blog da APQC (American Productivity and Quality Center) sobre gestão do conhecimento, chamado KM Edge.

Ontem o consultor Jim Lee publicou um artigo chamado “In KM, What’s Old Is New Again” em que testemunha – a partir de diversas experiências pessoais – que apesar de discussões mais modernas a respeito de colaboração, social networks, wikinomics e outras propostas avançadas, o escopo dos projetos de gestão do conhecimento continua o mesmo de vários anos atrás: taxonomias, localização de especialistas, melhores práticas e lições aprendidas.

O autor não é categórico na avaliação dessa constatação, mas vamos nos arriscar um pouco aqui (afinal, é assim que construiremos alguma opinião concreta sobre o que é gestão do conhecimento, não é mesmo?):

  • taxonomia é importante, sim, para se classificar qualquer conteúdo e permitir sua localização posterior – mas a questão é “classificar o que?”; afinal, não se pode investir na classificação de tudo
  • localização de especialistas também é importante; afinal, é o capital humano da organização; mas a pergunta é a mesma – “quais especialistas são capital da organização?” – e algo mais que vale pensar a respeito – o que são os especialistas da organização sem os processos e ferramentas que o cercam (parte do capital estrutural)? e sem os demais especialistas?
  • melhores práticas e lições aprendidas -  importantes também, componentes do capital estrutural – podemos chamá-los de “processos da organização” e “melhorias aos processos da organização”, motivo pelo qual alguns colegas acreditam que a gestão da qualidade é uma implementação antiga da gestão do conhecimento.

Embora alguns tópicos comumente associados à GC sejam derivações desses itens (como repositórios de conteúdo, ferramentas de colaboração, páginas amarelas) alguns muito importantes não têm relação imediata com esses quatro itens (como as comunidades de prática, os processos de recrutamento e retenção de talentos e o investimento em pesquisa e desenvolvimento).

A lista não representa, portanto, o universo de práticas. Não explica, aliás, nem o motivo pelo qual se faz GC (meu palpite no momento está aqui). Nem como começar (“a pergunta do milhão”; minha sugestão no momento está aqui).

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