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11/janeiro/2012

O crowdsourcing funciona? – PM Network Magazine

Arquivado em: Sem categoria — Marcelo Yamada @ 1:21 pm
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No final do ano passado tive o prazer de contribuir (a convite de uma jornalista a serviço da PM Network magazine, uma publicação mensal do Project Management Institute) para um artigo a respeito da aplicabilidade do crowdsourcing na aquisição de produtos e serviços em projetos, e esse artigo foi publicado agora na edição de janeiro da revista.

A chamada de capa é “Does crowdsourcing work?” (“O Crowdsourcing funciona?”) e o título do artigo é “Crowdsourcing projects can tap into a huge talent pool and cut costs – but also raise quality and security risks” (“Tercerizar projetos por crowdsourcing pode alcançar enormes bolsões de talento e reduzir custos – mas pode também aumentar os riscos de qualidade e segurança”).

Anexei aqui ao post as páginas do artigo (pmnetwork201201-dl-artigo-crowdsourcing), que ficou bastante rico com as diversas contribuições dos vários entrevistados.

Será um prazer conhecer a opinião de vocês.

10/agosto/2010

A Internet está deixando você burro? (revista Galileu)

Arquivado em: Sem categoria — Marcelo Yamada @ 9:24 am
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A revista Galileu de agosto de 2010 (edição 229) tem como reportagem de capa “A Internet está deixando você burro? Novos estudos provam que a rede altera o funcionamento do cérebro. Entenda como.”.

O artigo também está disponível no site da revista, mas somente para assinantes: http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI156856-17773,00-A+INTERNET+ESTA+DEIXANDO+VOCE+BURRO+TRECHO.html

Vale a pena ler a reportagem toda, mas farei aqui um brevíssimo resumo para poder tecer então meus comentários:
A internet está nos deixando burros porque nossos estudos estão se tornando rasos. Consumimos pequenos fragmentos de muitas coisas ao mesmo tempo. Twitter, Flickr, Orkut, Facebook, MSN, portais, e-mails, TV a cabo (opa! Esta não é de internet e entrou na lista!) – tudo ao mesmo tempo. Ahhh, o problema não é o conteúdo da internet. O conteúdo da internet não está raso. Raso estamos nós (segundo a reportagem) porque optamos por consumir uma grande miríade de informações que simultaneamente se apresentam à nossa disposição. Estamos nos tornando multitarefa, mas com isso fazemos muitas coisas ao mesmo tempo porém todas elas com superficialidade, pouca qualidade e baixa retenção. Estamos aprendendo pouco com esse hábito. Por isso estamos emburrecendo.
(mais…)

12/março/2010

Ponderações sobre o Twitter

Arquivado em: 1 — Marcelo Yamada @ 11:48 pm
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Seguindo uma sugestão de minha colega Raquel Marques (@raquelmarques) estou repetindo aqui uma sugestão que tweetei mais cedo, hoje.

Estou fazendo melhor que isso, aliás: estou compilando aqui três opiniões que postei a respeito do Twitter neste blog e no meu Twitter:

1) O Twitter me faz lembrar do Second Life

2) Twitter = era da memória descartável? http://hsm.updateordie.com/comunicacao/2010/02/ha-retorno-do-tempo-que-voce-investe-no-twitter/

3) Para que o Twitter funcione como uma rede neural, percebo que é preciso haver um acordo prévio entre os neurônios. Ou será um monólogo.

A minha principal afirmação na primeira manifestação acima foi (e continua sendo) a seguinte:

Eu definiria o Twitter no momento como “um mecanismo de acionamento imediato de redes de relacionamento”. Mesmo simples assim, soa como uma definição muito mais promissora que a definição dos mundos virtuais.

Imaginem o seguinte exemplo: digamos que eu tenha um perfil popular no Twitter. Com um foco específico: meus estudos sobre a gestão do conhecimento e temas correlatos. E digamos que eu conte com uma boa quantidade de seguidores igualmente dedicados e estudiosos dos mesmos temas.

Numa certa manhã posso publicar de meu celular no táxi algo como o seguinte post dentro dos 140 caracteres que o Twitter me permite: “Dentro de uma hora entrarei naquela reunião sobre o uso do Twitter no ambiente corporativo. Meus amigos têm alguma sugestão sobre as três melhores aplicações?” Em alguns minutos eu poderia então contar com uma compilação de bons motivos – talvez não os melhores, mas uma lista rápida sugerida por contatos de confiança. Muito mais eficaz – no tempo que teria disponível – que um punhado de telefonemas ou a postagem em um blog comum que ninguém leria em tempo.

Continua fazendo sentido para mim, mas a segunda afirmação da lista, somada à Regra do 1% (ou sua evolução Social Technographics, da Forrester), me leva à terceira.

Em resumo: continuo acreditando que o Twitter pode ser uma boa ferramenta de acionamento de sua rede de contatos para respostas rápidas a questões pontuais; porém como estatisticamente qualquer população possui um percentual pequeno de participantes ativos e as mensagens são efêmeras, rapidamente saindo do alcance dos olhos de seus seguidores, é importante para a obtenção das respostas às perguntas que você faça um acordo prévio (e provavelmente mútuo) com seus seguidores-chave. Assim, provavelmente vocês conseguirão juntos compor um tipo de… cérebro. Com neurônios muito mais complexos, naturalmente.

(Há algo de muito rústico nessa argumentação toda ainda, mas conto com a compreensão dos amigos para este raciocínio ainda em evolução.)

6/março/2010

Open Innovation ou Inovação Aberta

Arquivado em: 1 — Marcelo Yamada @ 7:11 pm
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Não pretendo reescrever aqui conceitos sobre Open Innovation, mas quero aproveitar a deixa de um post sobre o tema no blog da Terraforum para registrar algumas referências. Conversei com uma colega que não conhecia o conceito esta semana e acho que será de utilidade para muitos.

A Wikipedia em inglês traz boas definições:

“Open innovation is a paradigm that assumes that firms can and should use external ideas as well as internal ideas, and internal and external paths to market, as the firms look to advance their technology”. (…) The central idea behind open innovation is that in a world of widely distributed knowledge, companies cannot afford to rely entirely on their own research, but should instead buy or license processes or inventions (e.g. patents) from other companies. (…)

O mesmo verbete menciona também as limitações dos mecanismos convencionais de inovação (então chamados de “closed innovation” ou “inovação fechada”) e esclarece eventuais dúvidas entre “open source” e “open innovation“. E traz também diversos exemplos de sites e empresas criados para esse fim.

O artigo no blog da Terraforum agrega grande valor ao compilar os fatores que determinam diferenças entre as práticas de inovação aberta entre empresas diferentes:

Há formas bem diferentes de implementação da Inovação Aberta, que dependem de fatores como:

    • Estratégia da organização;
    • Tipo de inovação que a empresa está buscando (tecnologia, produtos ou modelos de negócio);
    • Em qual parte de processo ela procura colaboração (pesquisa, desenvolvimento, comercialização).

Do post da Terraforum só não gostei do finalzinho: “A partir de agora, a TerraForum passa a oferecer exatamente isso para as empresas (…)”. O que soava como uma compartilhamento de conhecimento para o bem de todos assumiu o tom de uma propaganda de canal de compras. É claro que um blog de consultoria visa divulgar a consultoria – mas achei que não ficou de bom tom.

É a mesma contrariedade que senti há alguns anos quando a Editora Abril lançou o título “Você S.A.”. Meses antes a revista Exame passara a contar com uma nova coluna voltada ao gerenciamento pessoal de carreira. Paulatinamente a coluna assumiu um tom de “o mercado é feroz, você precisa se preparar, tendências indicam pressão e concorrência, cuidado” – e então a editora lança o novo título. Me senti manipulado, naquela ocasião.

27/fevereiro/2010

Terraforum traz ao Brasil o que Tapscott chamou de Ideágoras

Arquivado em: 1 — Marcelo Yamada @ 6:45 pm
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A Terraforum – mais uma vez se mostrando ágil no desenvolvimento e replicação de iniciativas inovadoras no campo das redes sociais – está trazendo ao Brasil uma iniciativa chamada Battle of Concepts.

O newsletter da Terraforum que convida à participação na iniciativa diz o seguinte:

Faça a inovação acontecer: participe do Battle of Concepts
Você gostaria de ajudar a mobilizar o Brasil em torno da inovação, envolvendo jovens brilhantes, empresas privadas e organizações governamentais? Agora você pode! Apresentamos aqui o Battle of Concepts Brasil, empresa da qual a TerraForum recentemente se tornou sócia!

Conheça o Battle of Concepts (BoC)
O Battle of Concepts, iniciativa de enorme sucesso na Holanda, tem como objetivo promover a inovação aberta por meio de “batalhas de conceitos”, em que as empresas propõem desafios (as batalhas) e estudantes universitários de todo o país apresentam soluções (os conceitos). As melhores soluções são premiadas. Na Holanda, a iniciativa vem tendo grande sucesso:
já mobilizou mais de 5 mil estudantes em mais de 100 batalhas.teve participação de cerca de 50 empresas de grande porte e organizações governamentais.entregou mais de 430 mil euros em prêmios.

Como se beneficiar do Battle of Concepts?

  • Você, executivo, recebe ideias criadas por jovens brilhantes para os desafios selecionados da sua organização e, ao final das batalhas, tem acesso aos currículos de todos os que participaram.  Além disso, sua marca terá divulgação nas melhores universidades como referência de inovação no mercado nacional.
  • Você, estudante, coloca suas ideias para circular, participa do ranking do site e concorre a prêmios em dinheiro, ganhando visibilidade perante empresas líderes do País.
  • Você, professor ou gestor de Universidade, oferece oportunidades diferenciadas para os estudantes, além de ganhar casos reais para as aulas, aproximação com empresas inovadoras e destaque no ranking das universidades
  • Nós todos, como cidadãos, ganhamos empresas mais inovadoras, estudantes mais ativos e capacitados e maior interação entre universidades e empresas

Esse é um dos sete modelos de negócios dos tempos da colaboração que Don Tapscott menciona em seu livro Wikinomics. Ele o chamou de Ideágoras.

Torço pelo sucesso da BoC e recomendo a leitura do livro.

16/fevereiro/2010

A Sabedoria das Multidões, de James Surowiecki

Arquivado em: 1 — Marcelo Yamada @ 1:22 pm
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Terminei neste Carnaval a leitura do livro A Sabedoria das Multidões, de James Surowiecki.

Meu amigo Rafael Viñas já está se acostumando a este meu parecer, comum a outros livros ou artigos: o texto é bastante interessante – mas inconclusivo.

Surowiecki procura demonstrar através de inúmeros exemplos a eficácia das decisões coletivas (em prévias eleitorais, bolsas de apostas, concursos e suas variações) em relação a decisões tomadas de forma centralizada. “Decisões coletivas”, neste contexto, se refere à manifestação de centenas ou milhares de pessoas, não ao levantar de mãos em reuniões com dez ou vinte participantes.

As pré-condições para o bom funcionamento da sabedoria das multidões seriam:

  • diversidade
  • independência
  • descentralização – com mecanismos de agregação

A sabedoria das multidões também não seria uma solução universal para todas as situações, mas em especial para a solução de três tipos de problemas:

  • problemas cognitivos (“quanto você acha que vale…”, “…que pesa…”, etc.)
  • problemas de coordenação
  • problemas de cooperação

Sim, vale a leitura – mas os insights são por sua conta. O que também é de certa forma rico, se você puder reunir um grupo de confiança para debater o real impacto dos fatos apresentados pelo autor.

13/novembro/2009

Computação Social é uma das tecnologias mais quentes para 2010, segundo o Gartner

Arquivado em: 1 — Marcelo Yamada @ 10:37 am
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A notícia foi publicada na TI Inside (http://www.tiinside.com.br/News.aspx?ID=155299) e provavelmente em diversos outros meios de comunicação.

A lista completa inclui nove outras tecnologias (incluídas a “TI Verde” e a “virtualização”) mas gostaria de compartilhar um item específico que chamou minha atenção.

Segundo o Gartner, a Computação Social (“software sociais e de redes de compartilhamento“) é uma tecnologia quente para 2010 em “conseqüência da mudança na postura dos trabalhadores” porque “os funcionários não querem mais ter que realizar em ambientes diferentes seus próprios produtos e trabalho, e o acesso a informações externas“.

Os funcionários não querem mais trabalhar de um determinado jeito, que podemos chamar de “jeito atual”? Suponho então que conheçam um novo modo revolucionário de trabalho que está funcionando extremamente bem fora da empresa – nas igrejas, nas associações, nas ONGs, nas universidades.

Qual é, afinal, esse modo de trabalho? Cá entre nós, meramente utilizar o MSN / Skype e ter uma rede de contatos no Orkut / Facebook / MySpace / LinkedIn / Plaxo não é uma forma revolucionária de trabalho.

Estou me auto-atribuindo a tarefa de encontrar e entender essas práticas revolucionárias para poder afirmar claramente aos executivos do mercado o caminho para a mudança.

Aceito voluntários para esse trabalho de pesquisa e discussão franca. :-)

5/agosto/2009

O Twitter me faz lembrar do Second Life

Digo que o Twitter me faz lembrar do Second Life porque há dois anos o Second Life contava com o mesmo prestígio desfrutado nas últimas semanas pelo Twitter.

Reportagens especiais nas revistas Veja e na Época, nos principais jornais do país e nos noticiários da Rede Globo. A promessa de uma revolução ainda não compreendida. Relatos de casos de empresas que se antecipavam no mundo virtual na tentativa de compreendê-lo e capturar sua fatia dessa nova oportunidade.

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2/maio/2009

O papel na inteligência coletiva na Gestão do Conhecimento

Arquivado em: 1 — Marcelo Yamada @ 4:45 pm
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Esta foi uma semana agitada.

Meus colegas do movimento Wikieducação – que defende uma atuação da iniciativa privada para a viabilização de novos modelos de aprendizagem (vale a pena visitar o site oficial para conhecer sua proposta) – me questionaram há alguns dias sobre os pontos de coincidência e de divergência entre os temas “Inteligência Coletiva” e “Gestão do Conhecimento”.

Nosso bate-papo resultou em um artigo e uma entrevista em áudio que estão disponíveis em http://wiki.educartis.com/wiki/index.php?title=Marcelo_Yamada.

Para provocar sua curiosidade, antecipo que defendo no artigo que os dois temas são bastante diferentes – mas que a devida utilização da IC pode ser de grande utilidade para a GC.

9/julho/2008

Ligando dois assuntos: mashups e Wikinomics

Arquivado em: Colaboração,gestão do conhecimento — Marcelo Yamada @ 8:55 pm
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Este é um post curto apenas para aproveitar o bom (como sempre) post de César Taurion no blog da IBM para registrar uma conexão entre dois assuntos.

Os post de Taurion se chama “Os Mashups estão chegando!” – e obviamente fala sobre a aceleração na adoção de mashups. De forma resumida, mashups são iniciativas na web para oferta de serviços a partir da integração de serviços web de outras empresas – por vezes utilizando “kits de integração” disponibilizados pelos mesmos. Uma definição mais formal está neste link para a Wikipedia.

Por fim, a conexão entre assuntos: os tais mashups são recursos que catalisarão a ação dos prosumers – um dos modelos de negócio da nova era (a Wikinomia) detectada por Don Tapscott em Wikinomics. Prosumers são os consumidores que produzem o que eles mesmos (ou seus similares) desejam consumir.

Este assunto, aliás, também está relacionado à teoria da Cauda Longa (Long Tail), já mencionada no post de Taurion.

Tema: Rubric. Blog no WordPress.com.

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