1.3. Por que investir em gerenciamento do conhecimento

Gerenciar conhecimentos (pessoais, departamentais ou corporativos) exige aos menos a dedicação de tempo e disposição para fazê-lo. Dependendo das ferramentas escolhidas, pode exigir investimento financeiro.

Por este motivo, deve existir um motivo claro (e interessante) para que este esforço seja justificável.

A argumentação tradicional (que podemos referenciar posteriormente, quando este texto estiver mais evoluído) faz menção à evolução da economia desde a agricultura, passando pelo mercantilismo, pela industrialização e pela sociedade da informação, até chegar à sociedade do conhecimento, sociedade esta em que os diferenciais competitivos residem na sua capacidade de realizar coisas – e não mais nos recursos materiais de produção que podem ser adquiridos por sua empresa (e por qualquer outra que possua capital para tanto).

Para os fins deste trabalho, precisamos fazer afirmações mais objetivas e pragmáticas – e portanto mais arriscadas, mas o fomento à discussão é um dos objetivos.

Assim, podemos dizer as mesmas coisas da seguinte forma: você deve gerenciar o seu conhecimento pois é ele que permite que sua organização produza o que produz, da forma como o produz, atendendo às necessidades de seus clientes. Se você não gerenciá-lo de forma a garantir sua preservação, poderá se ver no futuro sem ele – quando algumas pessoas-chave deixarem a empresa e ninguém mais souber como configurar um equipamento, como montar um discurso de venda ou como tomar uma decisão de investimento. E se você não gerenciá-lo para garantir sua evolução, perderá as rédeas da evolução desses produtos de sucesso.

Mas como as pessoas e as organizações sobreviveram sem a gestão do conhecimento até hoje ? Fazendo-a amadoristicamente, em maior ou menor grau. E algumas, de fato, ficaram pelo caminho.

Mas e se sua organização funciona bem hoje, e há tanto tempo, somente com os processos tradicionais de treinamento, recrutamento e seleção ? Como gerenciar o conhecimento traria alguma melhoria ?

De forma simples: gerenciar conhecimento implica em identificá-lo, multiplicá-lo em outras pessoas e registrá-lo (convertendo-o em conhecimento explícito ou implícito).

Ao identificá-lo, você descobrirá as bases do seu sucesso e poderá gerenciá-las para garantir o seu futuro.

Ao multiplicá-lo em outras pessoas você garantirá sua disponibilidade (permitindo sobreviver incólume à ausência de um profissional e aumentar a produção imediatamente em caso de crescimento de demanda).

Ao registrá-lo em conhecimento explícito você garantirá sua existência para multiplicação em outras pessoas no futuro – quando o atual detentor não estiver mais presente – e fomentará a discussão assíncrona.

E ao transformá-lo em conhecimento implícito (automatizado em soluções de informática ou procedimentos detalhados) você garantirá sua aplicação, até mesmo por profissionais que formalmente não detêm esse conhecimento.

A partir do momento em que a preservação de grande parte de seu conhecimento-chave estiver garantida, você poderá destinar a capacidade humana de criação – este recurso, sim, difícil de documentar, armazenar e reproduzir – para a execução de atividades que somente um ser humano é capaz de fazer: analisar, ponderar, criar o novo.

Um pensamento sobre “1.3. Por que investir em gerenciamento do conhecimento

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