Os velhos focos da GC de volta

Há pouco tempo passei a acompanhar o blog da APQC (American Productivity and Quality Center) sobre gestão do conhecimento, chamado KM Edge.

Ontem o consultor Jim Lee publicou um artigo chamado “In KM, What’s Old Is New Again” em que testemunha – a partir de diversas experiências pessoais – que apesar de discussões mais modernas a respeito de colaboração, social networks, wikinomics e outras propostas avançadas, o escopo dos projetos de gestão do conhecimento continua o mesmo de vários anos atrás: taxonomias, localização de especialistas, melhores práticas e lições aprendidas.

O autor não é categórico na avaliação dessa constatação, mas vamos nos arriscar um pouco aqui (afinal, é assim que construiremos alguma opinião concreta sobre o que é gestão do conhecimento, não é mesmo?):

  • taxonomia é importante, sim, para se classificar qualquer conteúdo e permitir sua localização posterior – mas a questão é “classificar o que?”; afinal, não se pode investir na classificação de tudo
  • localização de especialistas também é importante; afinal, é o capital humano da organização; mas a pergunta é a mesma – “quais especialistas são capital da organização?” – e algo mais que vale pensar a respeito – o que são os especialistas da organização sem os processos e ferramentas que o cercam (parte do capital estrutural)? e sem os demais especialistas?
  • melhores práticas e lições aprendidas –  importantes também, componentes do capital estrutural – podemos chamá-los de “processos da organização” e “melhorias aos processos da organização”, motivo pelo qual alguns colegas acreditam que a gestão da qualidade é uma implementação antiga da gestão do conhecimento.

Embora alguns tópicos comumente associados à GC sejam derivações desses itens (como repositórios de conteúdo, ferramentas de colaboração, páginas amarelas) alguns muito importantes não têm relação imediata com esses quatro itens (como as comunidades de prática, os processos de recrutamento e retenção de talentos e o investimento em pesquisa e desenvolvimento).

A lista não representa, portanto, o universo de práticas. Não explica, aliás, nem o motivo pelo qual se faz GC (meu palpite no momento está aqui). Nem como começar (“a pergunta do milhão”; minha sugestão no momento está aqui).

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