Gestão do Conhecimento “de base” através de blogs

Já há bastante tempo eu havia selecionado para leitura um artigo chamado “Grassroots KM Through Blogging”.

Imprimi (sim, eu imprimo textos para leitura quando eles são interessantes e longos demais para leitura em dois ou três minutos) em agosto de 2005 o texto publicado em maio de 2001 no excelente site Elearningpost, mantido por Maish Nichani, mas somente pude lê-lo agora.

O título original pode ser traduzido como “GC de base através de blogs”.

Nesse artigo, Maish NIchani e Venkat Rajamanickam propõem ações de gestão do conhecimento através do uso de blogs. Mais que propor, os autores argumentam. Os blogs, por suas características, seriam uma ferramenta ideal para o registro de histórias – daí a relação com storytelling (chamada em português de “registro em forma de narrativas”). O storytelling, por sua vez, teria características importantes para a transmissão de conhecimento tácito. Seria, digamos, a forma de conhecimento explícito mais próxima do conhecimento tácito.

O texto integral vale a leitura. Selecionei alguns trechos de que gostei, para que você se sinta motivado a ler o restante:

(…) We are talking of the storytelling as the killer strategy, and blogs as the killer technology. Both of them share one common ground: grassroots interaction. (…)

(…) Most KM implementations aim to manage both the explicit and tacit dimensions of knowledge, but as many have realized, managing the tacit knowledge is almost next to impossible. For the simple reason that one cannot aim to manage the part of knowledge that even eludes the owner himself.

But, you can aim to influence the tacit knowledge.(…) Storytelling is one way to influence the tacit knowledge in people, just as coaching (which is nothing but a whole bunch of stories) influences the tacit knowledge in players. (…)

(Grifei o termo “influence” porque essa menção me fez lembrar de um post anterior que fiz, sobre a possibilidade de uso de “gestão de fatores de influência” como instrumento da GC.)

Encontrei também uma ótima definição para “conhecimento tácito”:

(…) Steve Denning has already done this by calling the tacit knowledge ‘the little voice in the head’. This little voice is nurtured by the myriad of experiences it goes through, so much that it becomes the defining voice when it comes to interpreting new experiences. (…)

E, por fim, por quê as histórias são boas transmissoras de conhecimento tácito:

(…) Stories are full of information because they draw on common understood truths to convey more information then is obvious. (…)

Ah, sim, eu não poderia deixar de apresentar dois bons argumentos para a aplicabilidade dos blogs à GC: “blogs são leituras selecionadas no mar de informações da internet, e são informações com valor agregado (a visão do blogger)”.

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