Gestão do Conhecimento 2.0 é um retorno à Gestão do Conhecimento 0.0?

O sufixo “2.0” tem sido amplamente utilizado para indicar tudo aquilo que é realizado colaborativamente, ou seja, com a participação massiva dos usuários usualmente por meio de ferramentas de tecnologia da informação disponibilizadas via internet. Do termo “web 2.0” cunhado pela O’Reilly em 2005 têm se originado derivações como “GC 2.0”, “Governo 2.0”, “Marketing 2.0” e outros.

Através do post “Mídia Social vs. Gestão do Conhecimento” no blog de Fabiano Caruso (obrigado, Fabiano) cheguei ao post de Dave Pollard sobre a “GC 2.0” chamado “Friday Flashback: KM 0.0 — A Pragmatic Approach to Social Networking and Knowledge Management for Business“, em que Pollard afirma que a tal “GC 2.0” nada mais é que um retorno às práticas de gestão individual de conhecimento (PKM – Personal Knowledge Management), e portanto deveria ser mais apropriadamente chamada de “GC 0.0” (numeração para trás, e não para frente, portanto).

Foto do autor

Dave Pollard

O artigo de Pollard é interessante por dois motivos: primeiro, porque enumera um conjunto de práticas e ferramentas que podem ser utilizadas pelos indivíduos para a gestão de seu conhecimento pessoal. Neste sentido, “PKM” é entendido como “Personal KM”.

O segundo motivo é porque em certo grau discordo dele. Pessoalmente acredito que “PKM” deva ser entendido como “PK Management” – ou seja, como um esforço corporativo para o gerenciamento do conhecimento pessoal.

O PKM se entendido dessa forma provavelmente implicará no estímulo dentre os profissionais da organização à adoção dessas mesmas práticas e ferramentas, mas como parte de um conjunto de ações providas de propósito no contexto corporativo.

A “GC 2.0” não é, assim, reedição da “GC 0.0”.

Gestão do conhecimento, a meu ver, é um empreendimento corporativo – e que portanto implica na execução sistemática de processos de administração (por definição: planejamento, organização, supervisão, direção e controle) para benefício da organização como um todo, e não somente dos profissionais individualmente.

É importante dizer também que nesse contexto os repositórios centralizados (amaldiçoados como característicos da “GC 1.0” concebida na década de 90) têm papel importante, para acesso aos registros produzidos e aprimorados pelos outros profissionais da mesma organização. Embora não se possa cometer o mesmo erro da supervalorização da TI como sinônimo de GC, não se pode cometer o novo erro de ignorar a TI como ferramenta de GC.

O artigo original vale a leitura.

Dave, just in case you get to this point: if you think my point of view may be interesting to you, just leave a comment and I will send you my thoughts in english. Congratulations for your post.

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