Minha caixa de ferramentas para GC: CWA 14924, Goldman, KMMM e GC pessoal

Este é um post do tipo que tenho grande prazer em escrever para que eu mesmo não me esqueça das conclusões a que cheguei.

Os amigos que me conhecem há algum tempo no campo da GC já sabem que faço um esforço contínuo para ver sentido entre as inúmeras tentativas de explicar a gestão do conhecimento, a gestão do capital intelectual e todos os assuntos que os tangenciam.

Pois bem: no momento tenho um conjunto de propostas preferidas que consigo conciliar de uma forma que faz sentido para mim. Esse foi um esforço necessário para entender por que essas propostas sobre o mesmo assunto pareciam tão diferentes mas igualmente boas.

Em “Ave, CWA 14924” resumi rapidamente os volumes desse guia europeu para implementação da gestão do conhecimento.

Hoje acredito que poderia substituir a primeira camada do gráfico apresentado no primeiro volume do guia (“CWA 14924-1 – KM Framework”) pelo diagrama do Modelo Goldman da Dinâmica do Conhecimento Organizacional, que após uma conversa com Fernando Goldman por e-mail (obrigado, Fernando) entendi ser uma representação mais completa que a original dos processos de gestão do conhecimento por mostrá-los integrados aos processos organizacionais convencionais.

O processo de implementação proposto  no volume 3 do guia (“CWA 14924-3 – Implementing KM in Small and Medium-Sized Enterprises (SMEs)”), por sua vez, poderia ser substituído pela visão mais completa do modelo KMMM da APQC. O processo original (similar a um ciclo PDCA) certamente é válido (como toda aplicação do ciclo PDCA) mas o modelo baseado em níveis de maturidade oferece a possibilidade de benchmarking e uma visão de próximos passos.

Por fim, a ferramenta que eu mesmo tenho rascunhado como complemento à GC corporativa: um método de Gestão do Conhecimento Pessoal.

Bem, ainda terei muito trabalho para garantir que essas referências são úteis se combinadas dessa forma. Mas fica aqui antecipadamente a sugestão.

Como costumo dizer a meus alunos: posso estar errado e mudar de idéia, bastando para isso que alguém me convença de que há interpretação melhor. Mas isso faz sentido para mim no momento.

5 pensamentos sobre “Minha caixa de ferramentas para GC: CWA 14924, Goldman, KMMM e GC pessoal

  1. Olá, Saulo, tudo bem?

    Sim, conheci a proposta do ciclo PDCL (uma interpretação alternativa interessante ao ciclo PDCA) em função do MEG (Modelo de Excelência em Gestão) da FNQ.

    Mas qual é a sua sugestão – compreender o ciclo PDCL como a diretriz filosófica para a evolução dos processos de gestão (do conhecimento, neste caso), em paralelo (ou em substituição) ao modelo de maturidade KMMM?

    Um abraço.

    MY

  2. Olá, obrigado pelas contribuições no seu blog. Sou doutorando em gestão e pesquiso gestão do conhecimento e inovação. Estou preparando um modelo de diagnóstico de maturidade em GC (KMMM) e encontro enorme dificuldade em acesso ao conteúdo dos modelos de KMMM existentes. Refiro-me a questionários (instrumentos de pesquisas) para chegar aos resultados e, por conseguinte, diagnóstico. Preciso fazer uma comparação dos modelos e quero sair da comparação conceitual ou estrutural para entrar nos detalhes dos quesitos considerados em cada item da pesquisa.

    • Oi, Charles, obrigado pela visita ao meu blog.
      Peço-lhe desculpas se ele parece um pouco vazio no passado recente, mas estou concentrando minha publicações no Twitter enquanto o tempo está apertado. De tempos em tempos acrescento alguma coisa interessante também através do meu Delicious e do meu Google Reader. Essas informações todas ficam disponíveis na lateral direita do blog, espero que possam lhe ser úteis de vez em quando.

      Quanto ao KMMM, pois é… já investi um bom tempo refinando buscas tentando localizar algum instrumento relacionado mas não consegui encontrar. Você vai encontrar um punhado de documentos acadêmicos (artigos, dissertações) que comparam o KMMM (na versão daquele pessoal dissidente da Siemens) com outros métodos baseados em indicadores ou em níveis de maturidade, mas nunca localizei um com questionários. Tenho preferência pelo KMMM recentemente proposto pela APQC, mas também não consegui documentos mais objetivos.

      Se você tiver algum ideia sobre como chegar ao material, estou à disposição para ajudar. Enquanto isso, vou continuar procurando.

  3. Marcelo, esse realmente é um problema. Essas informações são difíceis de encontrar e o que encontramos é o que vc disse. Eu tenho o livro da OECD sobre dignostico em empresas do Canadá, onde encontramos esse detalhamento. Mas não se trata de um modelo conhecido. Tbm existe uma tese de doutorado na qual o autor faz um diagnóstico, e para isso diz basear-se em alguns modelos. Porém, creio que essa “base” se deu da estrutura geral.
    Muito embora falemos de modelos, e os validemos conceitualmente, é analisando os instrumentos, o método em si, que podemos criticar com mais propriedade os resultados. Sem isso qualquer crítica, boa ou ruim, carece de fundamentos.

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