Computação Social é uma das tecnologias mais quentes para 2010, segundo o Gartner

A notícia foi publicada na TI Inside (http://www.tiinside.com.br/News.aspx?ID=155299) e provavelmente em diversos outros meios de comunicação.

A lista completa inclui nove outras tecnologias (incluídas a “TI Verde” e a “virtualização”) mas gostaria de compartilhar um item específico que chamou minha atenção.

Segundo o Gartner, a Computação Social (“software sociais e de redes de compartilhamento“) é uma tecnologia quente para 2010 em “conseqüência da mudança na postura dos trabalhadores” porque “os funcionários não querem mais ter que realizar em ambientes diferentes seus próprios produtos e trabalho, e o acesso a informações externas“.

Os funcionários não querem mais trabalhar de um determinado jeito, que podemos chamar de “jeito atual”? Suponho então que conheçam um novo modo revolucionário de trabalho que está funcionando extremamente bem fora da empresa – nas igrejas, nas associações, nas ONGs, nas universidades.

Qual é, afinal, esse modo de trabalho? Cá entre nós, meramente utilizar o MSN / Skype e ter uma rede de contatos no Orkut / Facebook / MySpace / LinkedIn / Plaxo não é uma forma revolucionária de trabalho.

Estou me auto-atribuindo a tarefa de encontrar e entender essas práticas revolucionárias para poder afirmar claramente aos executivos do mercado o caminho para a mudança.

Aceito voluntários para esse trabalho de pesquisa e discussão franca.🙂

9 pensamentos sobre “Computação Social é uma das tecnologias mais quentes para 2010, segundo o Gartner

    • Bom, eu proponho duas abordagens alternativas:

      A) criar
      “Criar” é o que podemos chamar de “engenharia direta”. Enumeramos no papel as funcionalidades das chamadas ferramentas de computação social, em outro papel os processos de trabalho de diferentes organizações ou departamentos e experimentamos então encontrar pontos nos processos que podem ser agilizados / facilitados / economizados / expandidos com uso das funcionalidades.

      B) descobrir
      “Descobrir” é o que podemos chamar de “engenharia reversa”. Identificamos alguns casos reais de projetos ou empresas que nos parecem estar fazendo algo radicalmente novo com uso das chamadas ferramentas de computação social, ainda que não saibamos explicar o porquê. Depois as agrupamos por similaridade e então as “dissecamos” para entender o que as fez parecer inovadoras para nós. Depois, procuramos generalizar esse tipo de utilização submetendo-o a simulações (teóricas) de aplicação em organizações de mercados diferentes.

      Bom, esta é uma proposta inicial. Deve ser o suficiente para começar!

  1. Parece-me bastante complexo e até utópico imaginar um ambiente único para desenvolver e compartilhar o trabalho diário nas ferramentas citadas no post. Mas, ao mesmo tempo e confesso que sem refletir muito, me vem a mente o Youtube, este para mim vem sendo exatamente isto.
    Se percebermos por exemplo as conferências internacionais (ex.: TED talks, GS1 Healthcare) ou as aulas do MIT, as pessoas estão lá trabalhando e o mundo todo pode acessar o que quiser e quando quiser o conteúdo.
    Seria ótimo por exemplo, se as apresentações do MAKE estivessem disponíveis num canal do Youtube e pudessem inspirar milhares de outras empresas!

    • Obrigado pela contribuição, Wilson. Entendo que estamos tratando aqui do uso dessas ferramentas para disseminação de conteúdo, seja para compartilhamento de conhecimento, seja para divulgação institucional. Ou para capacitação de uma potencial força de trabalho no mercado, quem sabe. Mas ainda precisamos entender como essas variações se enquadram em uma suposta nova forma de trabalho.
      Um abraço.

  2. A TI Inside publicou ontem uma notícia chamada “Cresce uso corporativo de redes sociais no Brasil, aponta pesquisa” (http://www.tiinside.com.br/News.aspx?ID=157316&C=265).
    O texto menciona que as pessoas vêem os sites de rede social como lugares para procurar emprego e que as empresas os vêem como lugares onde elas podem estar.
    Hm… entendo por ora que isto signifique que sites de rede social são espaços de interface interna-externa.

  3. Vou acrescentar aqui minha análise para o artigo “10 razões para adotar redes sociais nas empresas”, publicado pela HSM Digital no endereço http://br.hsmglobal.com/notas/54285-10-raz%C3%B5es-adotar-redes-sociais-nas-empresas?utm_source=080110_digital&utm_medium=080110_digital&utm_content=080110_digital_raz%C3%B5es-adotar-redes-sociais-nas-empresas&utm_campaign=080110_digital.

    (Cá entre nós, escrever um novo post traria até mais tráfego para este blog mas creio que não nos ajudaria na necessária compilação de interpretações sobre o tema.)

    De forma muito simples, o artigo (de Marcelo Bastos mencionando Mauro Segura, da IBM) menciona 10 razões que eu resumiria nas seguintes:
    – registrar conhecimentos
    – quebrar barreiras de comunicação
    – expor (no bom sentido) os profissionais de talento
    – permitir que a inovação aflore graças à diversidade de perspectivas e opiniões
    – é tão simples de se implementar que não há porque não experimentar

    Vamos em frente.

  4. Hoje é dia de ler artigos da HSM…

    Mais um no contexto deste post: “As cinco funções do Twitter”, em http://br.hsmglobal.com/notas/52121-as-cinco-fun%C3%A7%C3%B5es-do-twitter

    Em resumo, os cinco itens – interpretados – são:
    1) Sentido instantâneo de comunidade (a facilidade em se tornar parte de um movimento coletivo, bastando aderir a certos eventos ou rituais divulgados). (Hm… analisando sob outra perspectiva, pode ser uma forma de se promover premeditadamente a mobilização de uma comunidade.)
    2) Manifestação (e observação) da individualidade (oportunidade de perceber as especificidades individuais, manisfestadas pelo próprio indivíduo). (Auxiliaria em Análise de Redes Sociais e Mapeamento de Competências?)
    3) Comunicação rápida e eficaz (objetividade imposta pelos 140 caracteres).
    4) Laboratório (teste de reação de sua população de seguidores).
    5) Fonte potencialmente valiosa de informações e aprendizado (bastando seguir pessoas e empresas de conteúdo relevante).

    O artigo não é um estudo, mas sim um relato das experiências da autora (Adriana Salles Gomes). Sugestões interessantes.

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