Inovação mesmo na velha rotina de sempre

De tempos em tempos ao ler ou ouvir alguma opinião sobre o tema inovação fico com a impressão de que as pessoas pensam que inovar é inventar um novo iPhone a cada dia.

Li na revista Época desta semana (nro 607, de 04/01/10) a resposta de Max Gehringer a um leitor em sua coluna cujo tema era exatamente esse. Achei didático reproduzir aqui a pergunta e a resposta.

Minha empresa prega a inovação e o espírito criativo, mas o que eu vejo em meu dia a dia é a velha rotina de sempre.

Empresas fortemente voltadas para a inovação buscam no mercado pessoas criativas, como deve ser seu caso.Mas elas não esperam que cada empregado tenha uma idéia genial por dia. O que elas procuram é gente capaz de olhar para as coisas simples e rotineiras e sugerir pequenas mudanças para aperfeiçoar os processos. Ao longo do tempo, essas mudanças contínuas, quase impercetíveis no dia a dia,  farão diferença diante dos concorrentes que se limitam a copiar as idéias alheias. A criatividade sempre estará na soma das pequenas contribuições de todos os empregados, e não em um eventual estalo de um profissional superdotado.

Concordo com Gehringer.

É claro que algumas empresas dependem mais de inovações disruptivas que outras. Empresas (ou departamentos) com essa característica têm processos específicos para estímulo à criação de novas tecnologias e produtos. Os exemplos típicos incluem a 3M, a IBM, a Apple e a Google. É só pesquisar um pouco para encontrar bibliografia extensa sobre o assunto.

Feliz 2010 a todos. Este ano promete.

Um pensamento sobre “Inovação mesmo na velha rotina de sempre

  1. Marcelo,

    Realmente quando se fala em inovaçao tudo o que vem ã mente das pessoas é a inovação disruptiva. Como se fosse possível criar algo revolucionário diariamente.

    Nestas curtas duas semanas li alguns livros, dentre eles o Gestão 2.0 (que continua parado na inovação) e o “O que o Google faria?”. Este segundo é um livro interessante também sobre este novo paradigma. Sobre inovação eu também sigo o blog do Clemente Nóbrega e sobre pensamento inovador recomendo o livro “O iconoclasta”. Seu enfoque é pessoal, não institucional ou corporativo, mas importante para garantir a provocaçao constante que nos leva a ver o novo.

    Abracos e feliz 2010.

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