Experimento: 30 Dias sem Imprimir

Este é um post off-topic em um blog sobre gestão do conhecimento, mas me senti desafiado a fazer um experimento após ler uma reportagem na InfoExame de Agosto de 2009 numa sala de espera.

Nessa edição, cuja reportagem de capa é “Gadgets Verdes”, um cidadão de Belo Horizonte (perdão, a revista ficou lá na sala de espera então não tenho nomes exatos) afirmou que há dois anos vendeu sua única impressora e desde então somente precisou imprimir alguma coisa em três ocasiões. Durante dois anos contribuiu para a redução do consumo de papel trabalhando digitalmente.

Em conversa com meu amigo Francisco Carlos concluímos que não é possível conduzir uma empreitada como essa sem afetar seus interlocutores.

Afinal, você não levará mais papéis a reuniões. Não levará pranchetas a entrevistas. Não lerá textos impressos da internet enquanto toma um cafezinho na copa.

Resolvi tentar o desafio por 30 dias.

Tenho certeza de que soluções irão surgir criativamente. E um pouco de irritação também – mas certos benefícios não são possíveis sem sacrifícios, certo?

Anotarei cada intenção de impressão e a solução alternativa que encontrei para a ocasião.

Conto com a colaboração dos colegas que serão involuntariamente envolvidos no meu experimento🙂

Quem sabe não poderei fazer desta experiência uma proposta de mudança ampla de comportamento? As dificuldades mais comuns já terão uma resposta.

5 pensamentos sobre “Experimento: 30 Dias sem Imprimir

  1. Será um desafio… não pela falta de opção, mas pela mudança de comportamento! Estou curiosa como um professor não recorrerá ao papel durante 30 dias! Como ficarão aquelas anotações que virariam perguntas aos alunos no final da aula!!?

  2. 1 semana sem imprimir.
    Eis as intenções de imprimir que tive e a alternativa que encontrei.

    Documento que será matéria-prima para produção de outro documento.
    Gravei o arquivo em nosso servidor GED e anotei em minha lista de pendências (um arquivo TXT) o link para acessá-lo futuramente.
    Reunião para discutir o conteúdo de um documento. Avisei a todos os participantes no convite de reunião que aquela seria uma reunião sem papel, como parte deste experimento. (Criei até um texto de rodapé em fontes verdes para usar nessas ocasiões.) Os documentos a serem usados foram gravados no GED. Um possível obstáculo: obriga a utilização de salas de reunião com computador e projetor. (Uma alternativa seria a gravação em pendrive e levar comigo um notebook, o que pode ser ineficiente em reuniões com mais que três pessoas.)
    Envio de documento via Sedex. Me habituei a imprimir o endereço em um papel de tamanho adequado antes de ir. Tive que anotar o endereço em um compromisso no Outlook que então sincronizei com meu celular. Lá no Correio copiei o endereço manualmente para o envelope.
    Formulário de aprovação de serviço de um fornecedor. Não houve saída. O contrato com este fornecedor exige minha assinatura no tal formulário. No futuro (após acordo entre ambas as empresas) pode ser possível substituir esse ritual pelo uso da assinatura eletrônico com certificado digital (e-CPF).
    Reunião de negociação com fornecedor. Este tipo de situação tipicamente implica em “meus papéis” e “seus papéis” – ou seja, cada lado da mesa leva seus próprios argumentos. Resolvi a situação gravando meus arquivos em pendrive e levando comigo meu netbook.
    Mapa do Google Maps. Tive que resistir à tentação de imprimir a página do Google Maps (que poderia ser o Maplink ou o Apontador) com meu caminho. Mas em lugar disto gerei uma imagem em formato JPG e a transferi ao meu celular para consulta no caminho. Por via das dúvidas, memorizei o caminho com mais cautela.
    Impressão acidental. Uma única vez imprimi acidentalmente ao clicar no item errado do menu “Arquivo”. Resolvi a situação – preventivamente para evitar futuros acidentes – configurando minha impressora virtual geradora de PDFs como impressora padrão do Windows. Em caso de novo acidente produzirá um PDF, e não papéis na impressora.

  3. Estou seguindo o desafio ainda a duras penas, tenho que confessar.
    Um recurso que utilizo muito em aulas para fazer anotações em PDF é o PDF X-Change Viewer. Ele permite que se grife, insira textos e outras coisas em um PDF’s. É bem útil pra poder depois estudar com o computador também.
    E se voce quiser passar esses PDF’s de anotações para outras pessoas fica bem legal, pois elas podem abrir em outras ferramentas que suas edições estarão lá.

  4. 2 semanas (quase) sem imprimir.

    Algumas situações da semana passada se repetiram, mas nesta semana por duas vezes (num total de 7 folhas de papel) fui obrigado a imprimir para assinar formulários.

    Em uma ocasião em função do processo interna na empresa para autorizar o pagamento de um fornecedor; na segunda ocasião por exigência legal no envio de uma correspondência que exigia o serviço Aviso de Recebimento (AR) dos Correios.

    Está claro que não será possível eliminar a impressão se meus interlocutores não aceitarem versões digitais. Nos dois exemplos acima o interlocutor não é uma pessoa, mas uma instituição – então estamos dizendo aqui que processos precisam ser alterados para reconhecer o valor de documentos digitais assinados com e-CPF. Acho que já vou providenciando meu e-CPF para o dia em que isso acontecer.

  5. 5 semanas (quase) sem imprimir.
    Além dos desafios já enfrentados nas semanas anteriores, surgiu um novo dilema: a impressão dos resultados de exames médicos.
    É ótimo que o laboratório disponibilize os resultados via internet, para que eu não tenha que ir lá buscá-los. Mas sobra para mim o ônus de imprimir os relatórios de diagnóstico. (Seria ilusório, é claro, pegar os resultados em papel e achar que está tudo bem porque EU não imprimi.)
    Bem, meu médico poderia ver os exames pela internet ele mesmo. Cheguei até a enviar os PDFs por e-mail a ele – mas não sei se os viu, pois me senti compelido a imprimir os papéis para garantir que os teria disponíveis no momento da consulta. (Com saúde não se pode arriscar.)
    Acho que posso considerar o desafio vencido.
    E mais! Continuarei restringindo minhas impressões. Acho que dá, sim, para viver com bem menos papel.

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