Gestão do Conhecimento top-down ou bottom-up

Este assunto não ressurge muito frequentemente. Desta vez minha fonte de inspiração foi um post no blog da consultoria Terraforum: O Inimigo do Bom é o Ótimo – Mapeamento dos Conhecimentos.

Embora o post não tenha essa intenção, sua proposta está alinhada com o conceito de “GC pragmática” que há algum tempo comecei a discutir com meus colegas.

O que o post da Terraforum está dizendo basicamente é “é melhor fazer algo que não fazer nada”.

Eu diria que é uma boa forma de iniciar a GC de modo bottom-up – mas será muito melhor se você puder dar uma pitada de GC top-down.

E isso pode ser feito simplesmente se perguntando “mas as experiências de quais pessoas vou levantar?”. A resposta deve ser: “daquelas que participam dos processos principais da empresa”.

2 pensamentos sobre “Gestão do Conhecimento top-down ou bottom-up

  1. Como nós conversamos essa semana, acho que os métodos ágeis tem muito a nos ensinar. Visão de longo prazo, ações de curto prazo.

    Não adianta aquele bottom-up “burro” que não sabe aonde quer chegar. É preciso uma visão, um objetivo. Até mesmo para ser testado durante o percurso quanto à sua viabilidade. Do modo como falamos, iniciativas de GC são projetos e algumas boas práticas do PMBoK podemos aproveitar. A mais imprescindível delas é o termo de abertura claro que vai dar esta pitada de GC top-down. Senão corremos o risco de uma iniciativa descolada das necessidades de negócio.

    Mas de qualquer forma, também como discutíamos, de pouco adianta muito processo em algo ainda tão novo. Neste ponto concordo inteiramente com a proposta do post. Por aqui digo um pouco diferente: o ótimo é inimigo do bom. Tenho convicção de que em processos de inovação, este deva ser o espírito. Sem isso, permanecemos no planejamento estéril que formaliza e documenta o que passou, porque o momento atual é ágil demais para ser registrado em tempo real.

    abs

    Raquel Marques

  2. Oi, Raquel.

    Esta foi uma semana bastante curiosa. Além da conversa que eu e você tivemos, participei também de uma apresentação sobre a metodologia britânica de gerenciamento de projetos PRINCE2 – uma cortesia da consultoria Six Sigma.

    Ainda vou estudar um pouco melhor a metodologia, mas coincidentemente uma das diferenças entre o PMBOK e o PRINCE2 é a proposta de ciclos iterativos da última – baseada na premissa de que no início do projeto é difícil antever todos os detalhes do escopo.

    Me parece que é exatamente disso que estamos tratando aqui, não?

    Pode ser uma metodologia a ser adotada em projetos de GC – em que o detalhamento do escopo é difícil por depender muito dos resultados das fases anteriores.

    (Ainda não é uma sugestão! É apenas uma inferência a partir das informações obtidas na última semana…)

    Um abraço.

    Marcelo Yamada

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