Alguém quer desenvolver um serviço on-line para gestão do conhecimento?

Eu explico melhor.

Conheci há alguns dias um novo aplicativo para iPad chamado Flipboard (http://www.flipboard.com).

Nas palavras dos desenvolvedores: Flipboard is the world’s first social magazine. Your Flipboard is a fast, beautiful way to flip through news, photos and updates your friends are sharing on Facebook and Twitter. And it’s an incredible place to discover fresh content from around the Twittersphere.

Acho que uma imagem vai transmitir melhor a ótima impressão que tive. Veja a imagem abaixo, extraída da página do aplicativo no iTunnes Application Store:

Que tal? Parece simplesmente mais uma nova revista eletrônica, certo? Pois é. O “truque” que me impressionou foi o seguinte: o Flipboard é um visualizador de itens publicados no Twitter e na página de comentários do Facebook. O Flipboard faz a leitura dos tweets e compõe graficamente as páginas com os textos e links recomendados nos tweets das pessoas que você segue. Repentinamente, a leitura pesada das quase infinitas linhas de texto que aparecem no seu Twitter se tornam uma revista – toda gráfica, ilustrada, com colunas e quadros de diversos formatos, folheável. Uma leitura prazeirosa.

De novo: qual é o grande barato do Flipboard? Eles não produzem conteúdo. Todo o conteúdo exibido no seu exemplar de Flipboard é extraído de grandes bases de dados dos sites Twitter e Facebook.

Tecnicamente, esse aplicativo é um mashup. Definição da Wikipedia aqui: http://pt.wikipedia.org/wiki/Mashup

De que forma isso me inspirou a sugerir um serviço (um aplicativo) on-line para gestão do conhecimento?

Pois bem, vamos ao devaneio: e se pudéssemos conceber um aplicativo útil para a gestão do conhecimento que também pudesse fazer uso de informações já cadastradas em sites de redes sociais? Isso descartaria a barreira do cadastramento de informações que tipicamente impedem o sucesso das ferramentas já criadas para formação de bases de conhecimento, páginas amarelas e propostas do gênero.

E se pudéssemos criar um serviço on-line que a partir de suas informações cadastradas no Twitter, Facebook, Orkut, LinkedIn, Del.icio.us, Google Reader e outras fontes pudesse elaborar automaticamente as suas Páginas Amarelas do Conhecimento e a sua Análise de Redes Sociais (SNA – http://en.wikipedia.org/wiki/Social_network)? Que tal? Que tal poder contar com esses resultados sem ter que pedir a ninguém que cadastre qualquer coisa, evitando assim o insucesso causado pelo trabalho adicional que isso costuma impor às pessoas?

Ok, é preciso pensar mais um pouco e dedicar os esforços de um analista de requisitos (de uma equipe de desenvolvimento de software) para entender melhor como viabilizar essa proposta. Mas eu posso ser um bom usuário para ajudar nessa especificação.

Alguém se candidata?

3 pensamentos sobre “Alguém quer desenvolver um serviço on-line para gestão do conhecimento?

  1. Olá, Marcelo!

    Sou seu aluno da pós de GECI do SENAC, e gostei muito desse artigo. Estou partindo para um novo desafio profissional, onde pretendo desenvolver algo do tipo. Espero que o curso me dê essa condição, pois estou bastante empolgado com a área. A princípio a minha ideia era construir algo voltado exclusivamente para a área de vendas, e acredito que essa ideia de compartilhar as informações de redes sociais já existentes pode ser uma boa tendência.

    Parabéns pelo blog.

    Abraços!

  2. Opa! Encontrei uma opção muito bem implementada: http://www.touchgraph.com.

    Dica silenciosa de meu amigo Ricardo Mendonça em seu Facebook.

    Recomendo visitar o site do desenvolvedor – lá há um link para uma demonstração em que a rede de seus relacionamentos no Facebook é desenhada e pode ser baixada em formato de imagem (embora no site seja muito mais interessante, pois o diagrama é interativo).

  3. A quem possui smartphone ou tablet com sistema operacional Android, encontrei um aplicativo equivalente ao Flipboard chamado TSM (The Social Magazine).

    O aplicativo ainda é imaturo, mas já oferece uma experiência próxima daquela oferecida pelo Flipboard. Agora é torcer para que encontrem o modelo comercial que viabilize a continuidade de seu desenvolvimento, e que consigam definir um roadmap próprio para evolução de suas funcionalidades.

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