3.10. Cultura favorável ao compartilhamento

Uma cultura favorável é sempre importante quando a implementação de mudanças exige a presença de certas características comportamentais.

Naturalmente, na implementação de um sistema de gestão do conhecimento – ou melhor dizendo, na implementação de processos de compartilhamento do conhecimento entre pessoas, com ou sem intermediação da forma escrita – é evidente que a indisposição em compartilhar pode inviabilizar um projeto estratégico.

O mesmo pode ser dito sobre o compartilhamento de conhecimento em qualquer outro grupo de pessoas de qualquer tamanho – familiares na condução de uma pequena empresa, membros de uma organização sem fins lucrativos, estudantes de um grupo de estudo.

Sem mais delongas: reconhecida a importância da cultura favorável ao compartilhamento, vamos por ora (até que um detalhamento seja possível) nos restringir neste trabalho à recomendação de leitura dos fundamentos teóricos de Peter Senge sobre as organizações que aprendem (learning organizations) em seu livro “A Quinta Disciplina”. Ali, Senge apresenta uma visão consistente sobre os benefícios da cultura do compartilhamento e as variáveis que devem ser trabalhadas para seu desenvolvimento.

MAS nem sempre será esse o cenário disponível, ao menos a princípio. Ou melhor dizendo: raramente será – pois provavelmente existirá na mente dos profissionais a consciência sobre o seu direito ou sobre a (a princípio) compreensível estratégia de não compartilhar.

Um slogan simples ajuda a explicar os benefícios do compartilhamento de conhecimento: “nenhum de nós sabe mais que todos nós“. (Posteriormente detalharei as origens desta citação.)

Podemos dizer o mesmo da seguinte forma: qualquer seja sua profissão, e qualquer seja a idéia fantástica e inovadora que você possui em mente, haverá sempre um grande número de outros profissionais com a mesma especialização discutindo os mesmos assuntos com outro grande número de outros profissionais similares ou com outras (e enriquecedoras) especializações e experiências complementares. Assim, as chances de sobrevivência e evolução de suas crenças e conceitos são muito maiores no desenvolvimento coletivo.

Criação coletiva. Conhecimento coletivo. Social computing. Social bookmarking. Web 2.0. Não há como evitar.

Você com certeza deverá incluir em seu planejamento algumas iniciativas de curto, médio e longo prazo para tornar a cultura de sua organização mais propícia ao compartilhamento ao longo dos meses.

Enfim

Apesar de ser empolgante a visão da empresa que aprende (com seus profissionais que sabem e desejam compartilhar), é preciso lembrar que também é compreensível a crença nos benefícios do não-compartilhamento.

Assim, sua organização deve prever o conjunto de ferramentas de gestão do conhecimento adequado a cada momento da cultura organizacional.

Ou seja: é possível começar desde já a gestão do conhecimento, com ou sem uma cultura adequada. Seu trabalho, é claro, pode ser mais fácil ou mais difícil, e seus resultados maiores ou menores.

Um pensamento sobre “3.10. Cultura favorável ao compartilhamento

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