myGC :: Gestão do Conhecimento

13/Novembro/2009

Desafio para implementação de mudanças: as pessoas conseguem ver lógica em qualquer coisa em que acreditem

Arquivado em: 1 — Marcelo Yamada @ 9:36 pm
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Um achado interessante no blog Anecdote: o post More proof that emotion is a powerful force in making sense of information.

 O autor do artigo (Shawn) menciona um estudo do neurocientista Drew Westen que descobriu (analisando as reações de políticos Democratas e Republicanos diante de afirmações contraditórias do próprio partido e do partido oposto) que as pessoas conseguem rapidamente ignorar suas próprias contradições através de raciocínios falhos criados por si próprios.

Ou seja: qualquer pessoa consegue justificar a si mesmo a crença em qualquer fato que deseje.

Mas qual é o significado disso?

Isso significa que você somente conseguirá promover mudanças reais nos modelos mentais (típicas em esforços para mudança de cultura) se conseguir fazer as pessoas acreditarem no que você está propondo - o que sugere uma grande importância dos líderes na mudança dos comportamentos individuais e, em decorrência, do comportamento das equipes.

Este assunto traz de volta o tema “gestão de fatores de influência como ferramenta” que abordei no post Extensão dos motivos para se compartilhar conhecimento.

Computação Social é uma das tecnologias mais quentes para 2010, segundo o Gartner

Arquivado em: 1 — Marcelo Yamada @ 10:37 am
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A notícia foi publicada na TI Inside (http://www.tiinside.com.br/News.aspx?ID=155299) e provavelmente em diversos outros meios de comunicação.

A lista completa inclui nove outras tecnologias (incluídas a “TI Verde” e a “virtualização”) mas gostaria de compartilhar um item específico que chamou minha atenção.

Segundo o Gartner, a Computação Social (“software sociais e de redes de compartilhamento“) é uma tecnologia quente para 2010 em “conseqüência da mudança na postura dos trabalhadores” porque “os funcionários não querem mais ter que realizar em ambientes diferentes seus próprios produtos e trabalho, e o acesso a informações externas“.

Os funcionários não querem mais trabalhar de um determinado jeito, que podemos chamar de “jeito atual”? Suponho então que conheçam um novo modo revolucionário de trabalho que está funcionando extremamente bem fora da empresa – nas igrejas, nas associações, nas ONGs, nas universidades.

Qual é, afinal, esse modo de trabalho? Cá entre nós, meramente utilizar o MSN / Skype e ter uma rede de contatos no Orkut / Facebook / MySpace / LinkedIn / Plaxo não é uma forma revolucionária de trabalho.

Estou me auto-atribuindo a tarefa de encontrar e entender essas práticas revolucionárias para poder afirmar claramente aos executivos do mercado o caminho para a mudança.

Aceito voluntários para esse trabalho de pesquisa e discussão franca. :-)

9/Novembro/2009

Promon Engenharia é a vencedora do Prêmio MAKE Brasil 2009

Arquivado em: 1 — Marcelo Yamada @ 11:14 pm
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MAKE

Foi hoje e foi muito bom.

Acabo de chegar em casa após um dia intenso em informações na cerimônia de apresentação dos finalistas e entrega do prêmio MAKE (Most Admired Knowledge Enterprise) no Senac Consolação.

Foi um dia muito bom, em primeiro lugar, porque ganhamos o prêmio maior. A Promon Engenharia conquistou o prêmio de Empresa Mais Admirada pelo Conhecimento no Brasil segundo os critérios MAKE.

Entendo que foi uma disputa acirrada pois os casos da Embraer (apresentado por Émerson Freitas) e da Petrobrás (apresentado por Ariane Gonçalves), em especial, eram bastante abrangentes e estruturados.

Em segundo lugar, o dia foi muito bom porque foi possível obter diversos insights a partir  das apresentações dos finalistas.

Me chamaram a atenção (num rápido registro) a apresentação de processos muito organizados para a implementação da GC (visíveis no caso da Essencis, da Petrobrás e da Uniodonto), o forte vínculo à estratégia empresarial para definir o que é (e o que não é) importante gerenciar, o confronto entre compartilhar e proteger o conhecimento e a necessidade de se criar uma entidade na organização que se responsabilize por esse processo de governança.

Em especial achei interessante a decisão da Documentar em implementar a Gestão do Conhecimento para uso próprio e para criação de uma nova linha de negócios em seu portifólio; achei instigante a decisão do Tabelionato Fischer em manter o uso de um abordagem lúdica em suas ações mesmo em um momento em que seus processos de planejamento estratégico e governança estão visivelmente profissionalizados; e achei muito enriquecedor o repertório de ações adotado ou programado pela Embraer e pela Petrobrás.

E eu ainda preciso pensar melhor sobre a distinção feita pela Embraer entre a aplicação do Lean Manufacturing (aplicada a toda a organização) e a aplicação da Gestão do Conhecimento (aplicada somente a algumas unidades em função de seu custo-benefício).

O compartilhamento das melhores práticas foi o foco da Manserv (com seus impressionantes 11.000 funcionários) e da Uniodonto (fazendo a GC no modelo de cooperativa). Daiichi-Sankyo abordou a colaboração da comunidade em sua GiiMiiPedia.

E a Embria… bem, a Embria não apareceu. E infelizmente nem consigo inferir nada a partir de seu website, pois o mesmo me proíbe de acessá-lo sem ter um Internet Explorer. Como meu notebook roda Linux e uso os browsers Firefox e Chrome, estou sendo barrado na entrada. ( ;-) É apenas um resmungo de minha parte – depois acessarei o website de algum equipamento com Windows.)

Em breve teremos a divulgação oficial da TNK Brasil.

8/Novembro/2009

Prêmio MAKE no Senac Consolação e na Revista ISTOÉ

Arquivado em: 1 — Marcelo Yamada @ 9:24 pm
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MAKEA semana que se inicia hoje é a semana do Prêmio MAKE Brasil.

O prêmio MAKE é provavelmente a premiação mais conhecida internacionalmente no campo da Gestão do Conhecimento. (O site oficial do prêmio é http://www.premiomake.com.br, caso você deseje conhecer um pouco mais o processo de candidatura e premiação.)

Nesta segunda-feira (09/11) ocorrerão no Senac Consolação (Rua Dr. Vila Nova, 228) a apresentação das práticas das empresas finalistas na edição brasileira do prêmio e, à noite, a cerimônia de premiação da most admired knowledge enterprise do Brasil.

Os finalistas (selecionados dentre cerca de 120 inscritos) e que apresentarão seus cases são (em ordem alfabética):

  • Daiichi-Sankyo
  • Documentar
  • Embraer
  • Embria
  • Emplasa
  • Essencis
  • Manserv
  • Petrobrás
  • Promon Engenharia
  • Tabelionato Fischer
  • Uniodonto

Como parte do processo de premiação também está  sendo publicado na edição desta semana da revista ISTOÉ (número 2087, de 11/11/09) um encarte especial sobre os atuais desafios da sociedade, o prêmio MAKE e as 10 finalistas.

Recomendo a leitura. Gostaria, aliás, de destacar duas idéias contidas no texto de abertura do encarte.

Em primeiro lugar, aquela contida na seguinte afirmação de Rose Longo:

Estou convicta de que o conhecimento é o grande insumo de transformação das organizações e da sociedade em geral. Sendo assim, o desafio de colocar o Brasil na rota da excelência só é possível através de processos efetivos e conscientes de Gestão do Conhecimento.

Dou destaque para os termos efetivos e conscientes. Efetivos porque devem ser duradouros; conscientes porque gerir o conhecimento é um ato intencional.

Em segundo lugar, a interpretação que podemos extrair do texto de abertura como um todo: a de que gerir o conhecimento é importante para as organizações por dois motivos: para a criação permanente de diferenciais competitivos e para a orquestração de know-how para o desenvolvimento de projetos pelo bem comum – como todas as iniciativas de sustentabilidade ambiental e social. (Não nos esqueçamos da preservação do know-how já detido pela empresa e que é essencial para o bom andamento das operações da empresa.)

Por fim, é hora de agradecer à TKN Brasil por finalmente desmentirmos a afirmação de que o Brasil não possui quantidade suficiente de cases de Gestão do Conhecimento que justifiquem a realização de uma edição brasileira do prêmio. Essa foi uma reclamação minha no post Perguntas aos ganhadores do prêmio MAKE, de janeiro deste ano.

Parabéns a todos – aos organizadores e aos participantes.

5/Novembro/2009

Há espaço para mais um livro sobre Gestão do Conhecimento?

Arquivado em: 1 — Marcelo Yamada @ 7:40 am
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Tenho pensado muito em escrever um livro sobre Gestão do Conhecimento. (Minha esposa-consultora, aliás, tem me estimulado muito a pensar seriamente no assunto e a me organizar para que esse livro se concretize. Sem esse estímulo eu facilmente colocaria o projeto na minha lista de meros desejos.)

A questão que me ocorre é a do título deste post: há espaço para mais um livro sobre Gestão do Conhecimento?

Já li um punhado deles – muitos certamente bons, outros bons em certos aspectos.

Fiz também uma pesquisa rápida em livrarias virtuais e encontrei os seguintes resultados

  • Livraria Cultura = 41 livros sobre/em torno do tema “gestão do conhecimento”
  • Livraria FNAC = 32  livros sobre/em torno do tema ”gestão do conhecimento”
  • Site Submarino = 2179 (!) livros sobre/em torno do tema ”gestão do conhecimento” (certamente há muito joio no meio desse trigo)
  • Amazon.com = 50 livros (sobre “knowledge management”, neste caso)

Apesar das dezenas de livros publicados sobre o assunto (em torno de 20, eu diria, apesar dos resultados na buscas acima) acredito poder contribuir para o cenário da GC com um livro diferente, pautado pelo esforço em tornar compreensível o tanto de coisas que são ditas por aí em nome da gestão do conhecimento. Uma abordagem como “gestão do conhecimento de forma objetiva” ou – usando o termo que tenho discutido com meus colegas André Saito e Gabriel Magalhães – uma “gestão do conhecimento pragmática”.

Meus colegas e alunos – que conhecem meu jeito de ser em sala de aula e portanto conseguem entender meu modelo mental – provavelmente conseguirão imaginar o que tenho em mente. Frases do tipo “mas o que afinal de contas o autor dessa teoria quis dizer com isso?” e “o que X parece ter a ver com Y?” são comuns para mim e é assim que pretendo abordar o tema no livro.

Haverá espaço para mais esse livro?

Estou trabalhando o sumário para o livro e estou aberto a sugestões.

18/Outubro/2009

“The Fun Theory” para criação de ambiente propício ao compartilhamento?

Arquivado em: 1 — Marcelo Yamada @ 10:12 pm
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A revista Época, da editora Globo, mantém entre outros blogs um deles a respeito de variedades – bom conteúdo para atenuar a aspereza do dia-a-dia – chamado Bombounaweb.

Em sua grande maioria tratam-se de vídeos selecionados no YouTube contendo cenas engraçadas ou polêmicas que se tornaram fenômenos de visitação por motivos diversos.

Na edição de 19 de outubro de 2009 (publicada hoje) os jornalistas responsáveis pelo blog indicaram um vídeo pertencente ao site “The Fun Theory“, mantido pela Volkswagen alemã.

TheFunTheory-VWNas palavras do próprio site:

This site is dedicated to the thought that something as simple as fun is the easiest way to change people’s behaviour for the better. Be it for yourself, for the environment, or something entirely different, just so long as it’s change for the better.

De forma muito breve, a iniciativa sugere que é possível fazer as pessoas mudarem seu comportamento bastando para isso tornar sua participação (no que quer que seja) mais divertida.

Que tal pensar nisso como uma forma de tornar o ambiente mais propício ao compartilhamento?

Recomendo ver os vídeos do site como fonte de inspiração.

17/Outubro/2009

Paper gratuito sobre monitoramento e avaliação da GC

Arquivado em: 1 — Marcelo Yamada @ 12:36 am
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O tempo está curto e a pilha de leituras (metaforicamente) está grande, mas ainda consigo achar algumas preciosidades de tempos em tempos.

Não pude conferir em detalhes ainda, mas eis um paper que parece muito promissor: “Monitoring and Evaluation in KM for Development“, no site do movimento IKM Emergent.

Gravei o arquivo (licenciado pela Creative Commons, portanto tudo bem) em meu pen-drive.

Estou montando minha biblioteca de e-books para ler em meu netbook e ver se assim  descarto a necessidade de um Kindle :-)

31/Agosto/2009

Artigo da revista DataGramaZero sobre OKA, do Banco Mundial

Arquivado em: 1 — Marcelo Yamada @ 8:32 pm
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O Rafael Ramos, do blog Conhecimento e TI, deu a dica do artigo da revista DataGramaZero sobre OKA (Organizational Knowledge Assessment), do World Bank.

Copio a referência aqui para futuras consultas e agradecer ao colega Rafael pelo achado.

Link para o artigo: http://dgz.org.br/jun09/Art_05.htm

Peter Senge, A Quinta Disciplina, sustentabilidade e The Story of Stuff

Arquivado em: 1 — Marcelo Yamada @ 12:17 pm
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Participei em primeiro de junho de um seminário promovido pelo grupo de Sustentabilidade do Grupo Real Santander chamado “A Liderança Necessária para a Sustentabilidade”.

O palestrante na ocasião foi Peter Senge, autor famoso pelo livro “A Quinta Disciplina” e mais recentemente pelos livros “Presença” e “A Revolução Decisiva”.

A palestra não abordou aprendizagem organizacional (como alguns poderiam esperar), mas sim a sustentabilidade. Senge, aliás, esclareceu que o pensamento sistêmico na empresa (tema do “A Quinta Disciplina”), se expandido de modo a abranger toda a sociedade, se tornará a preocupação com a sustentabilidade. Daí a coerência entre os temas aparentemente distantes.

Na ocasião Senge demonstrou em números que a reciclagem de tudo que consumimos não seria suficiente para reverter os danos ao nosso habitat. Para reverter os danos – permitindo ao planeta se auto-reparar – teríamos que mudar nosso comportamento. Teríamos que parar de consumir.

A idéia embora perfeitamente aceitável nunca ficou realmente clara para mim.

A animação “Story of Stuff” (indicada por meu colega Carlos Costa, da Promon, no blog Promon Voluntariado) cumpriu esse papel. Agora, sim, entendo a que Senge se referia.

22/Agosto/2009

Livro “Software Architecture Knowledge Management”

Arquivado em: 1 — Marcelo Yamada @ 2:12 pm
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Por meio de uma visita de Rafael Ramos (prazer em “conhecê-lo”) visitei pela primeira vez seu blog “Conhecimento e TI”, que está hospedado no Blogspot: http://conhecimentoeti.blogspot.com

Navegando pela categoria “Gestão do Conhecimento” encontrei uma leitura interessante: o livro “Software Architecture Knowledge Management – Theory and Practice“, da editora Springer.

O livro aborda a necessidade de constante aperfeiçoamento da arquitetura de software e com isso justifica o tema do trabalho, que é uma proposta de processo para o gerenciamento de conhecimento nessa especialidade.

Baixei uma versão PDF do livro no link disponibilizado pelo Rafael para fazer essa avaliação mas não tenho certeza se o livro é realmente free.

Encontrei o mesmo no site da editora, que não deixa claro se eu tenho que pagar para me registrar para consultar a versão eletrônica do livro. Por via das dúvidas, deletei meu PDF.

Mas parece ser um bom livro. Vou deixá-lo aqui registrado para futuras necessidades.

O post de Rafael está neste endereço: Livro grátis: Software Architecture Knowledge Management – Theory and Practice

O endereço do livro no site da editora é o seguinte: http://www.springerlink.com/content/978-3-642-02373-6

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