Tenho pensado muito em escrever um livro sobre Gestão do Conhecimento. (Minha esposa-consultora, aliás, tem me estimulado muito a pensar seriamente no assunto e a me organizar para que esse livro se concretize. Sem esse estímulo eu facilmente colocaria o projeto na minha lista de meros desejos.)
A questão que me ocorre é a do título deste post: há espaço para mais um livro sobre Gestão do Conhecimento?
Já li um punhado deles – muitos certamente bons, outros bons em certos aspectos.
Fiz também uma pesquisa rápida em livrarias virtuais e encontrei os seguintes resultados
- Livraria Cultura = 41 livros sobre/em torno do tema “gestão do conhecimento”
- Livraria FNAC = 32 livros sobre/em torno do tema ”gestão do conhecimento”
- Site Submarino = 2179 (!) livros sobre/em torno do tema ”gestão do conhecimento” (certamente há muito joio no meio desse trigo)
- Amazon.com = 50 livros (sobre “knowledge management”, neste caso)
Apesar das dezenas de livros publicados sobre o assunto (em torno de 20, eu diria, apesar dos resultados na buscas acima) acredito poder contribuir para o cenário da GC com um livro diferente, pautado pelo esforço em tornar compreensível o tanto de coisas que são ditas por aí em nome da gestão do conhecimento. Uma abordagem como “gestão do conhecimento de forma objetiva” ou – usando o termo que tenho discutido com meus colegas André Saito e Gabriel Magalhães – uma “gestão do conhecimento pragmática”.
Meus colegas e alunos – que conhecem meu jeito de ser em sala de aula e portanto conseguem entender meu modelo mental – provavelmente conseguirão imaginar o que tenho em mente. Frases do tipo “mas o que afinal de contas o autor dessa teoria quis dizer com isso?” e “o que X parece ter a ver com Y?” são comuns para mim e é assim que pretendo abordar o tema no livro.
Haverá espaço para mais esse livro?
Estou trabalhando o sumário para o livro e estou aberto a sugestões.
A revista Época, da editora Globo, mantém entre outros blogs um deles a respeito de variedades – bom conteúdo para atenuar a aspereza do dia-a-dia – chamado Bombounaweb.
Em sua grande maioria tratam-se de vídeos selecionados no YouTube contendo cenas engraçadas ou polêmicas que se tornaram fenômenos de visitação por motivos diversos.
Na edição de 19 de outubro de 2009 (publicada hoje) os jornalistas responsáveis pelo blog indicaram um vídeo pertencente ao site “The Fun Theory“, mantido pela Volkswagen alemã.
Nas palavras do próprio site:
This site is dedicated to the thought that something as simple as fun is the easiest way to change people’s behaviour for the better. Be it for yourself, for the environment, or something entirely different, just so long as it’s change for the better.
De forma muito breve, a iniciativa sugere que é possível fazer as pessoas mudarem seu comportamento bastando para isso tornar sua participação (no que quer que seja) mais divertida.
Que tal pensar nisso como uma forma de tornar o ambiente mais propício ao compartilhamento?
Recomendo ver os vídeos do site como fonte de inspiração.
O tempo está curto e a pilha de leituras (metaforicamente) está grande, mas ainda consigo achar algumas preciosidades de tempos em tempos.
Não pude conferir em detalhes ainda, mas eis um paper que parece muito promissor: “Monitoring and Evaluation in KM for Development“, no site do movimento IKM Emergent.
Gravei o arquivo (licenciado pela Creative Commons, portanto tudo bem) em meu pen-drive.
Estou montando minha biblioteca de e-books para ler em meu netbook e ver se assim descarto a necessidade de um Kindle
Participei em primeiro de junho de um seminário promovido pelo grupo de Sustentabilidade do Grupo Real Santander chamado “A Liderança Necessária para a Sustentabilidade”.
O palestrante na ocasião foi Peter Senge, autor famoso pelo livro “A Quinta Disciplina” e mais recentemente pelos livros “Presença” e “A Revolução Decisiva”.
A palestra não abordou aprendizagem organizacional (como alguns poderiam esperar), mas sim a sustentabilidade. Senge, aliás, esclareceu que o pensamento sistêmico na empresa (tema do “A Quinta Disciplina”), se expandido de modo a abranger toda a sociedade, se tornará a preocupação com a sustentabilidade. Daí a coerência entre os temas aparentemente distantes.
Na ocasião Senge demonstrou em números que a reciclagem de tudo que consumimos não seria suficiente para reverter os danos ao nosso habitat. Para reverter os danos – permitindo ao planeta se auto-reparar – teríamos que mudar nosso comportamento. Teríamos que parar de consumir.
A idéia embora perfeitamente aceitável nunca ficou realmente clara para mim.
A animação “Story of Stuff” (indicada por meu colega Carlos Costa, da Promon, no blog Promon Voluntariado) cumpriu esse papel. Agora, sim, entendo a que Senge se referia.
Por meio de uma visita de Rafael Ramos (prazer em “conhecê-lo”) visitei pela primeira vez seu blog “Conhecimento e TI”, que está hospedado no Blogspot: http://conhecimentoeti.blogspot.com
Navegando pela categoria “Gestão do Conhecimento” encontrei uma leitura interessante: o livro “Software Architecture Knowledge Management – Theory and Practice“, da editora Springer.
O livro aborda a necessidade de constante aperfeiçoamento da arquitetura de software e com isso justifica o tema do trabalho, que é uma proposta de processo para o gerenciamento de conhecimento nessa especialidade.
Baixei uma versão PDF do livro no link disponibilizado pelo Rafael para fazer essa avaliação mas não tenho certeza se o livro é realmente free.
Encontrei o mesmo no site da editora, que não deixa claro se eu tenho que pagar para me registrar para consultar a versão eletrônica do livro. Por via das dúvidas, deletei meu PDF.
Mas parece ser um bom livro. Vou deixá-lo aqui registrado para futuras necessidades.
O post de Rafael está neste endereço: Livro grátis: Software Architecture Knowledge Management – Theory and Practice
O endereço do livro no site da editora é o seguinte: http://www.springerlink.com/content/978-3-642-02373-6

Eis um bom fruto da minha tradicional garimpagem: um livro on-line gratuito sobre criação e manutenção de metadados.
Não li o livro todo – mesmo porque é um guia prático – para saber quão completo é, mas certamente não é uma daquelas bíblias de 1000 páginas tão comuns no bibliografia de tecnologia da informação.
Mas quem já tentou obter uma resposta curta e objetiva para as perguntas “afinal, o que é uma taxonomia”, “como faço para construir uma taxonomia” e “qual é a diferença entre taxonomia e xxxxxxxxxxxx” reconhecerá seu valor.
O livro se chama Introduction to Metadata, Online Edition, Version 3.0 e está disponível em http://www.getty.edu/research/conducting_research/standards/intrometadata/
O livro é uma dica do site Elearningpost, que sempre recomendo.
Como eu disse em outro post sobre Gestão do Conhecimento Pessoal, os sites que você conhece e as fontes que você coleciona fazem parte do seu capital intelectual pessoal. Desenvolva o seu capital – estou contribuindo com a minha parte
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Nick Milton (diretor da empresa Knoco, uma consultoria inglesa especializada em GC) divulgou através de um fórum no site de networking LinkedIn um novo arquivo para download gratuito no site de sua empresa (http://www.knoco.com).
Há outros documentos disponíveis no mesmo site, mas me concentrei naquele recém divulgado por Milton: o “Free Template for a Knowlege Management Plan“.
É um modelo (em Microsoft Excel) para planejamento de projetos de GC de pequeno porte (como alerta o próprio documento logo na capa).
É um bom modelo pois reserva páginas para escopo, prazo e comunicação (três das áreas de conhecimento envolvidas no gerenciamento de projetos, segundo o PMI) devidamente adaptadas para projetos de GC.
Como todo template, merece uma análise e adaptação a cada caso.
Mas, principalmente, é uma iniciativa louvável. Deveríamos contar com mais recursos como esses, emitidos por entidades brasileiras de referência, como forma de capacitar os profissionais brasileiros na condução de projetos de GC.
Esta foi uma semana agitada.
Meus colegas do movimento Wikieducação – que defende uma atuação da iniciativa privada para a viabilização de novos modelos de aprendizagem (vale a pena visitar o site oficial para conhecer sua proposta) – me questionaram há alguns dias sobre os pontos de coincidência e de divergência entre os temas “Inteligência Coletiva” e “Gestão do Conhecimento”.
Nosso bate-papo resultou em um artigo e uma entrevista em áudio que estão disponíveis em http://wiki.educartis.com/wiki/index.php?title=Marcelo_Yamada.
Para provocar sua curiosidade, antecipo que defendo no artigo que os dois temas são bastante diferentes – mas que a devida utilização da IC pode ser de grande utilidade para a GC.