Imagino que possa parecer aos meus amigos que acompanham este blog que tenho estado em silêncio.
Na verdade não estou – o que passa é que está bastante difícil destacar fatos em meio a tantas leituras. O tempo está escasso, como podem imaginar aqueles que me acompanham mais de perto.
Mas não estou calado!
Peço aos colegas que se interessam por minhas indicações que acompanhem não apenas meus posts – que acompanhem também meus pensamentos no meu Twitter, os links que compartilho no Del.icio.us e os artigos que recomendo no Google Reader.
Todas essas informações estão sendo constantemente atualizadas aqui ao lado, na coluna lateral do blog.
Se não há tempo para comentar, há ao menos tempo para recomendar.
Um abraço!
Quem tiver a curiosidade de conhecer melhor o programa do curso de pós-graduação em GC do Senac, de cujo corpo docente faço parte, terá oportunidade de fazê-lo amanhã à noite no Senac da Lapa.
A coordenadora do curso – minha colega Rose Longo – fará uma palestra nessa unidade do Senac amanhã a partir das 19h30.
O Senac Lapa fica na Rua Tito, 54.
A página de divulgação da palestra está aqui.
A palestra é gratuita – ligue e se inscreva. Estarei lá também.

Este é um post off-topic em um blog sobre gestão do conhecimento, mas me senti desafiado a fazer um experimento após ler uma reportagem na InfoExame de Agosto de 2009 numa sala de espera.
Nessa edição, cuja reportagem de capa é “Gadgets Verdes”, um cidadão de Belo Horizonte (perdão, a revista ficou lá na sala de espera então não tenho nomes exatos) afirmou que há dois anos vendeu sua única impressora e desde então somente precisou imprimir alguma coisa em três ocasiões. Durante dois anos contribuiu para a redução do consumo de papel trabalhando digitalmente.
Em conversa com meu amigo Francisco Carlos concluímos que não é possível conduzir uma empreitada como essa sem afetar seus interlocutores.
Afinal, você não levará mais papéis a reuniões. Não levará pranchetas a entrevistas. Não lerá textos impressos da internet enquanto toma um cafezinho na copa.
Resolvi tentar o desafio por 30 dias.
Tenho certeza de que soluções irão surgir criativamente. E um pouco de irritação também – mas certos benefícios não são possíveis sem sacrifícios, certo?
Anotarei cada intenção de impressão e a solução alternativa que encontrei para a ocasião.
Conto com a colaboração dos colegas que serão involuntariamente envolvidos no meu experimento
Quem sabe não poderei fazer desta experiência uma proposta de mudança ampla de comportamento? As dificuldades mais comuns já terão uma resposta.
Esta eh uma dica de Angelo Ricchetti que conheci no Twitter de Cleon Espinoza (@cleonespinoza) e vale a pena disseminar.
http://igovsp.blogspot.com/2010/01/premiar-funcionarios-exemplo-para-todos.html
O artigo The Value of Checklists (que eu poderia traduzir como “O Valor dos Checklists [para a Gestão do Conhecimento]“), também de V Mary Abraham, defende que os checklists são ótimos para o registro de procedimentos rotineiros – e que somente experts presunçosos negam a sua utilidade.
Checklists (ou “listas de verificação”, como na tradução do PMBOK) podem ser uma forma de exercício individual da gestão do conhecimento no dia-a-dia:
Is there a two-minute checklist you could develop this week that might help strengthen your work flow or work product? If so, can you afford not to make the investment of time required to create that checklist?
Ah, como é bom encontrar artigos em que o autor ousa interpretar outros trabalhos e propor conclusões. 
Acabo de encontrar um artigo assim no blog Above and Beyond KM chamado KM Bribery. Algo como “suborno na GC”.
O termo – um tanto exagerado mas muito claro – se refere à prática de se oferecer benefícios financeiros (e suas variações) para fazer com que os trabalhadores do conhecimento compartilhem o que sabem.
Oferecer benefícios, segundo compilado por V Mary Abraham:
- conota que o trabalho é um fardo
- distorce os valores do indivíduo
- transforma o processo de contribuição-e-recompensa em um jogo
A solução? Provar o valor do sistema de gestão do conhecimento.
De tempos em tempos ao ler ou ouvir alguma opinião sobre o tema inovação fico com a impressão de que as pessoas pensam que inovar é inventar um novo iPhone a cada dia.
Li na revista Época desta semana (nro 607, de 04/01/10) a resposta de Max Gehringer a um leitor em sua coluna cujo tema era exatamente esse. Achei didático reproduzir aqui a pergunta e a resposta.
Minha empresa prega a inovação e o espírito criativo, mas o que eu vejo em meu dia a dia é a velha rotina de sempre.
Empresas fortemente voltadas para a inovação buscam no mercado pessoas criativas, como deve ser seu caso.Mas elas não esperam que cada empregado tenha uma idéia genial por dia. O que elas procuram é gente capaz de olhar para as coisas simples e rotineiras e sugerir pequenas mudanças para aperfeiçoar os processos. Ao longo do tempo, essas mudanças contínuas, quase impercetíveis no dia a dia, farão diferença diante dos concorrentes que se limitam a copiar as idéias alheias. A criatividade sempre estará na soma das pequenas contribuições de todos os empregados, e não em um eventual estalo de um profissional superdotado.
Concordo com Gehringer.
É claro que algumas empresas dependem mais de inovações disruptivas que outras. Empresas (ou departamentos) com essa característica têm processos específicos para estímulo à criação de novas tecnologias e produtos. Os exemplos típicos incluem a 3M, a IBM, a Apple e a Google. É só pesquisar um pouco para encontrar bibliografia extensa sobre o assunto.
Feliz 2010 a todos. Este ano promete.
Este é o curso de pós-graduação lato sensu de que faço parte. O material de divugação ficou muito bom este ano
Mais informações aqui.

Um achado interessante no blog Anecdote: o post More proof that emotion is a powerful force in making sense of information.
O autor do artigo (Shawn) menciona um estudo do neurocientista Drew Westen que descobriu (analisando as reações de políticos Democratas e Republicanos diante de afirmações contraditórias do próprio partido e do partido oposto) que as pessoas conseguem rapidamente ignorar suas próprias contradições através de raciocínios falhos criados por si próprios.
Ou seja: qualquer pessoa consegue justificar a si mesmo a crença em qualquer fato que deseje.
Mas qual é o significado disso?
Isso significa que você somente conseguirá promover mudanças reais nos modelos mentais (típicas em esforços para mudança de cultura) se conseguir fazer as pessoas acreditarem no que você está propondo - o que sugere uma grande importância dos líderes na mudança dos comportamentos individuais e, em decorrência, do comportamento das equipes.
Este assunto traz de volta o tema “gestão de fatores de influência como ferramenta” que abordei no post Extensão dos motivos para se compartilhar conhecimento.
A notícia foi publicada na TI Inside (http://www.tiinside.com.br/News.aspx?ID=155299) e provavelmente em diversos outros meios de comunicação.
A lista completa inclui nove outras tecnologias (incluídas a “TI Verde” e a “virtualização”) mas gostaria de compartilhar um item específico que chamou minha atenção.
Segundo o Gartner, a Computação Social (“software sociais e de redes de compartilhamento“) é uma tecnologia quente para 2010 em “conseqüência da mudança na postura dos trabalhadores” porque “os funcionários não querem mais ter que realizar em ambientes diferentes seus próprios produtos e trabalho, e o acesso a informações externas“.
Os funcionários não querem mais trabalhar de um determinado jeito, que podemos chamar de “jeito atual”? Suponho então que conheçam um novo modo revolucionário de trabalho que está funcionando extremamente bem fora da empresa – nas igrejas, nas associações, nas ONGs, nas universidades.
Qual é, afinal, esse modo de trabalho? Cá entre nós, meramente utilizar o MSN / Skype e ter uma rede de contatos no Orkut / Facebook / MySpace / LinkedIn / Plaxo não é uma forma revolucionária de trabalho.
Estou me auto-atribuindo a tarefa de encontrar e entender essas práticas revolucionárias para poder afirmar claramente aos executivos do mercado o caminho para a mudança.
Aceito voluntários para esse trabalho de pesquisa e discussão franca.